
sábado, 1 de novembro de 2008
O LEITO DA MORTE

sexta-feira, 31 de outubro de 2008
O PODER DAS PALAVRAS
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As palavras sempre ficam. Se me disseres que me amas, acreditarei.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
terça-feira, 28 de outubro de 2008
O SABOR DAS LÁGRIMAS

segunda-feira, 27 de outubro de 2008
QUADRAS POPULARES

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domingo, 26 de outubro de 2008
VARIAÇÔES EM SOL MAIOR
Luís Lourenço
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
A GRANDE FAMÍLIA

quarta-feira, 22 de outubro de 2008
RIOS DA ILUSÂO

[a uma amiga que está muito triste]
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domingo, 19 de outubro de 2008
AS FASES DA VIDA

quinta-feira, 16 de outubro de 2008
AMAZONA NO BOSQUE

terça-feira, 14 de outubro de 2008
INTERLÚDIO AMOROSO

domingo, 12 de outubro de 2008
MISTÉRIO E MAGIA

terça-feira, 7 de outubro de 2008
VÉNUS E CUPIDOS

domingo, 5 de outubro de 2008
INOCÊNCIA E POESIA

Olhaste musa para as estrelas
com olhinhos de criança a brilhar
e jogaste às entrelinhas com elas
nos seus carrosséis a girar;
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jogaste toda a ternura
nos seus cantos de embalar
que agora vives no mar alto
sem medo de naufragar;
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brincaste sol com as crianças
na praia às conchinhas do mar
que agora essas conchinhas
são mil sorrisos a brilhar;
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Hoje és poesia dessas ilusões ternas
aspergidas no voo das borboletas
e baloiças na felicidade delas
perfumes num cesto de violetas!...
Luís Lourenço
sábado, 4 de outubro de 2008
O REGRESSO DA CHAMA

É o sopro e a distância
que estão para a chama do ser
como o acto está para a transbordância;
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a força do ser e a amizade
que na textura do mundo são tão antigas
como a própria eternidade;
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o cárcer da dor e da tristeza
que se espalham pelo mundo
quando nos seres vagueia a fraqueza;
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o poder da alegria e da felicidade
cujos eflúvios no mundo jamais se esgotam
mesmo quando deles só resta a saudade;
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o desejo do mais e a bela espontaneidade
que aspiram em pleno ao triunfo no ser
como as fontes da própria liberdade;
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o medo e as pressões glaciares
que fecham de súbito a existência
no escuro dos pesadelos polares;
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o movimento e a expansão
que erram caóticos na cósmica energia
e em cuja órbita vagueia a dor e a alegria;
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É sopro e distância, ser e transbordância
desejo de querer mais até à última distância;
energia e expansão,
vontade e libertação
saudade, nostalgia e realização;
Movimento e espontaneidade
ponte para a eternidade
e no caminho que é a aventura
a poesia como canto à imortalidade!...
Luís Lourenço
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
INTERLÚDIO ERÓTICO

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a tua paixão é volúpia
e na minha vida é prazer
adoro misturar os frutos
até a sua polpa expremer;
*
os véus do teu erotismo
são rouxinóis sensuais
adoro brincar com os véus
e brindar aos acordes finais...
*
Luís Lourenço
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
O HOMEM INVISÍVEL

sábado, 27 de setembro de 2008
O JOGO LÚGUBRE

Marionetas inquietas e até invisíveis
no caos do Universo estranho e secreto.
Baile trágico de máscaras sublimes
e comediantes que dançam à cabra cega!
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Queremos ser a liberdade no Mundo,
E em cada encosta terrestre
o sonho de uma morada afirmada,
*
Mas sobra ainda quanta escravidão?
Que congela na aranha que nos aperta
e no deserto que avança e que nos cerca!
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Dados inocentes jogados
sobre o cenário da vida
procuram plantações férteis,
Mas rolam farsantes
nesta aventura incerta! ...
Luís Lourenço
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
PERSISTÊNCIA DA MEMÓRIA

É a reflexão e o preço do conhecimento
que quebram na estupidez a ignorância
e a ausência do pensamento;
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a acção e a luta contra a doença
que as luzes da razão proporcionam à ciência
para elevar a saúde à sua plena existência;
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o desejo sem fim e o sonho da perfeição
que irradiam do núcleo do mito para o fazer
florescer e brilhar até à grande ilusão;
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a visão sensível e o cósmico radar
que se libertam entre o pensamento e a realidade
até chegar ao cume de uma incontornável verdade;
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o olhar inquieto e o impulso da criação
que imperam como pássaros longínquos
no cume do ser e da veneração;
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a nobre causa e a terrível missão
que quebram na vontade as máscaras da ilusão
até bater nela ardente e feliz o coração;
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a chama do fogo e a roda da invenção
que gravam na cultura da memória
os tesouros e os desvarios da civilização;
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É vida e instinto, celebração e vontade,
poderes telúricos nos cumes da verdade,
e só fantasias dos caprichos da liberdade
às voltas no carrocel da vaidade
e para o Mundo mais dor do que felicidade;
É a pergunta subtil e certeira: ser ou não ser,
a vertigem do homem face à realidade
que o engloba e interpela
sem jamais poder sair dela!...
Luís Lourenço
terça-feira, 23 de setembro de 2008
AS FLORES DO MAL

terça-feira, 16 de setembro de 2008
O AMOR

segunda-feira, 15 de setembro de 2008
PERSONALIDADE E AUTO-ESTIMA

domingo, 14 de setembro de 2008
PSICOLOGIA DA NATUREZA HUMANA?

Nós só sentimos agrado para com os semelhantes-ou seja, pelas imagens de nós próprios-quando sentimos comprazimento connosco. E quanto mais estamos contentes connosco, mais detestamos o que nos é estranho: a aversão pelo que nos é estranho está na proporção da estima que temos por nós. É em consequência dessa aversão que nós destruímos tudo o que é estranho, ao qual assim mostramos o nosso distanciamento.
Mas o menosprezo por nós próprios pode levar-nos a uma compaixão geral para com a humanidade e pode ser utilizado, intencionalmente, para uma aproximação com os demais.
Temos necessidade do próximo para nos esquecermos de nós mesmos: o que leva à sociabilidade com muita gente.
Somos dados a supor que também os outros têm desgosto com o que são; quando isto se verifica, então recebemos uma grande alegria: afinal estamos na mesma situação.
E tal como nos vemos forçados a suportar-nos, apesar do desgosto que temos com aquilo que somos, assim nos habituamos a suportar os nossos semelhantes.
Assim, nós deixamos de desprezar os outros; a aversão para com eles diminui, e dá-se a reaproximação.
Eis porque, em virtude da doutrina do pecado e da condenação universal, o homem se aproxima de si mesmo. E até aqueles que detêm efecivamente o poder são de considerar, agora como dantes, sob este mesmo aspecto: é que "no fundo, são uns pobres homens"
Nietzsche, Vontade de Poder II
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
NATUREZA HUMANA

quinta-feira, 11 de setembro de 2008
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
AFORISMOS DE NIETZSCHE

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"Escala métrica para todos os dias.-Raramente nos enganaremos se reportarmos as nossas acções extremas à vaidade, as medíocres ao hábito e as mesquinhas ao medo" ;
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terça-feira, 9 de setembro de 2008
OLHAR DE LINCE?

domingo, 7 de setembro de 2008
NÃO ME PEÇA DEFINIÇÂO
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sábado, 6 de setembro de 2008
MULHER

Mulher, és lírio do campo;
és ave linda, no céu!
Deus te criou, inspirado,
para o mais lindo papel:
teus perfumes, tantas cores
tu`alma doce, teu véu
de amores tantos, tamanhos,
das paixões, um carrocel;
És, mulher, tanta beleza,
és quem traz as novas vidas;
tu és, mulher, natureza,
em emocões coloridas.
És ombro amigo e sincero,
és, do meu leito, o dossel
o fruto que eu amo e quero
és minh`agua, meu farnel
*
Mas és, mulher, muito mais:
espírito sublimado,
coração que se desdobra,
a mãe que ama e não cobra,
a irmã que está do meu lado;
do porto seguro, és cais
alfama da marujada,
a lua, na madrugada.
És o bem que Deus criou:
o ventre da natureza ,
a sintaxe da beleza,
a semântica da dor.
Porém, O Pai te outorgou
maturidade e ternura:
és a dádiva mais pura
que Deus ao mundo legou.
POEMA DE JOÃO DA SILVA
em http://wwwrenatacordeiro.blogspot.com/
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
É BEM POSSÍVEL
