quinta-feira, 21 de setembro de 2017

NOSTALGIA DO OUTONO/CHOPIN

copyright
*****
Este poema, em torno nostalgia do Outono, depois de recitado pelo poeta, está escrito dentro do vídeo numa imagem delicada e sensitiva, alusiva a esta estação do ano. E vai sendo floreado e ilustrado por telas apropriadas da pintura mundial ao som desta música estrelar de Chopin...Desfrute da fusão deliciosa entre poesia, música e pintura, pela vibração do espírito e para felicidade estética dos sentidos. Enjoy the harmony: poetry, music and picture. Amazing relax. Obrigado/ Thanks.

Yet the poem, in portuguese language, for google translator, if you need. Very beautiful, I believe.
*****
Roda, roda, ó folha de Outono,
Que secaste sem saber...
Mas eu que te toco tão leve
Em que chá te poderia beber!
*
Canto ao vento que te leva
E ao toque que já não podes florir
E ao ver-te rodar assim serena
Como poderia não te esculpir!
*
Sigo ao teu lado pertinho
E ao vaguear no teu caminho
Sorrio-me a passear sozinho
E a sentir-te como idílio já esbecido...
*
Mas ao Baco que à vida sorri
E neste louco altar floresce...
Sob os véus do que festejo em ti
Venho dançar, ó folha de Outono,
*
Pois não quero estiolar como tu
Sem me embriagar neste poema
À nostalgia do que sinto por ti...
* E ao vento que até na morte se ri
Que sopre até valer a pena...
Na roda em que tudo na vida flori!...

Véu de Maya

sábado, 29 de julho de 2017

Na harpa da vida/Pausa Balnear.


copyright

******
Ah, poeta! onde achas tu-musa mais pura?
Se até quando erras suspenso pelas estrelas,
Em jogos de inspiração que a brincar te vêm delas
Sou eu a vida-musa, a mais pura ninfa do teu véu.
*
Ah, vida! e porque me seduzes com anéis e feitiços?
Que, noutras ninfas, não são mais do que máscaras e sorrisos...
Mas em ti!-metáforas de fogo-em risos e espelhos
Nas cores dos teus sulcos em violetas e vermelhos.
*
Ah, poeta! e que colhes tu dos meus espelhos?
E desse pomar de cores em roxos e vermelhos
Onde te convido para cumes e fontes virginais,
Quando te olho-como a ninfa mais pura-nos olhos.
*
E dos leques do azar? com riscos sob mantos!
Em que te desafio do alto a rasgos com prantos,
Para lá de todas as ninfas que te enfeitiçam...
Mas tão ingénuas e efémeras nos seus suspiros e encantos.
*
Aí, ó ninfa pura, suspendes-me a respiração!
E entrelaço-me ardente aos anéis do teu coração,
A segredar-te baixinho-neste silêncio estrelar de vozes...
*
Que me jogues outra vez para as estrelas
Com a inspiração de que tu-ó minha ninfa mais pura-
Me tragas outras marés fortes e barcos e vagas!...

Véu de Maya

sábado, 1 de julho de 2017

Nos Rios da Volúpia/ Moonlight Sonata

  1. *****
  2. Este soneto dedicado ao erotismo puro, mas lírico e sensual no amor/paixão, está escrito dentro do vídeo, numa imagem delicada e expressiva, após a recitação do poeta, floreada com a sonoridade encantadora da Moonlight Sonata de Beethoven e outras réplicas de telas ilustrativas da pintura mundial. Desfrute da simbiose estimulante ente poesia e música e pintura....
  3. .Enjoy this amazing relax. Convém abrir o vídeo em ecrã inteiro-full screen- para a mais cómoda leitura do soneto e a visibilidade das imagens. Obrigado/Grazie/ Merci/Thanks...


  4. Véu de Maya

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Rendas Finas/Moonlight Sonata



copyright

*****

*
Os afectos são incríveis
E as palavras bosques terríveis!
Mas no voo, quero-os livres.
E a elas, pássaros sublimes,
*
Como fontes de águas claras,
No olhar-espelho das águias.
*
Do luar que brilha em teus olhos
Já avisto o teu pomar,
Mas é na embriaguez dos meus sonhos
Que te mimo com espelhos de enfeitiçar.
*
Entre o prazer dos beijos,
Bordados em volúpia de lábios,
E a renda fina dos folhos,
Perdida na ternura dos prados,
`*
Fica a lua-cheia em desejos,
E a felicidade, boémia nos olhos,
Que é como a doçura dos favos.
*
Quando o sonho te cerca
Mas é a saudade que abraza,
Deixo-te o véu que liberta
E tu a mim, volúpia em taça!...


Véu de Maya

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Ah, vida!-nos teus véus efémeros/Morricone



copyright

*****
Ah, poeta!-quantos olhares e espelhos avistas tu?
Que nuns, entreabres pomares altivos de colheita plena,
Mas noutros, rasgas desertos sombrios e destilas-me nua,
Como a angústia da insónia que se enrola à noite inteira!
*
Ah vida! E em que alambiques te poderia decantar?
Se é nos teus eternos opostos que te sinto a florir e murchar,
Por vagas de dor e euforias, sob um mar de alquimias incertas,
Tal como, por entre as estrelas, erram constelações secretas!
*
Ah, poeta!, Mas se sou véus, em desafios e sonhos,
Que é como, nos teus versos, inocente, me arriscas!
Por que é que te jogas ainda no desenho dos meus rostos
Sem te cansares de olhar do deserto até aos pomares que avistas?
*
Ah, vida!, Mas se é nesses contra-partos eternos,
Onde te exploro pura, como silêncio de estrelas em poesia,
Que tu és arco e flecha de cumes e vazios tão secretos!
*
Qual é o poeta que não ousaria acolher-te no teu fogo
Como ao mar alto, os navios, na sua intrepidez vadia!...

Véu de Maya

PS-FELIZ PÁSCOA A TODA A GENTE QUE VISITA ESTE BLOGUE, COM PAZ E AMOR E LIBERDADE NO MUNDO.

domingo, 2 de abril de 2017

Nos Rios do Acaso/ Albinoni




copyright

*****
Sou o instante que passa
Como o amor que enlaça
E até o tempo sobre o rio do ser
Que é ainda a névoa que grassa;
*
Sou a vida que esvoaça
E até o mar que enfurece
Quando o barco naufraga
E o Mundo endoidece;
*
Sou o pássaro que voa
E a música que toca
Até quando a núvem escurece
E o Sol anoitece;
*
Sou a aventura do ser
E a vertigem do nada...
Toda a errância da vida
Nos véus da ilusão enrolada...
*
E toda a bruma do instante
Na eternidade cifrada...
*
Como o destino do ser?
Que é ser absoluto em tudo
Até nas miragens do nada!...

Véu de Maya


segunda-feira, 6 de março de 2017

Janelas à Noite/Morricone


copyright
*****

O poema está escrito no vídeo, aludindo a telas ilustrativas da pintura mundial, e floreado com a sonoridade sublime de Morricone. Convém abrir o vídeo em full screen, para uma leitura mais confortável do poema e visibilidade das imagens. Em destaque: a sintonia entre as três ates românticas ,por excelência: poesia/música/pintura. Enjoy this poetic and great moment. Obrigado/Thank You.

Véu de Maya