segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Floresta Virgem/ Beethoven


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É o fio de luz sobre a névoa
Onde a vida abre clareiras
Até o fogo voltar às lareiras
*
É a vida em rodopio trágico
Onde tudo traz a alegria e a dor
Até chegar ao inevitável naufrágio
*
É o mar e a ousadia dos navios
Na aventura de portos e amores
Até sonhar a liberdade em desafios
*
É o destino do Universo
Na senda da força e da leveza
Que aflora em cada verso
*
É a fonte do indizível
Clara mas cifrada nos altares
Dos arautos do intransponível
*
É o voo sobre os cumes
Que paira sobre oblíquos espelhos
Em lances de enigmas vermelhos
*
É a calma sobre os vales
A seguir aos trágicos olhares
Plantada em férteis pomares
*
É arco, flecha e visão,
Instante cruel e aspiração
Fio de luz no punhal da vertigem
*
Olhar que tudo devolve à origem
Lupa que desvenda fendas
E o destino que borda as rendas
*
Até que no caos que tudo enlaça
Se toque à profunda inocência
Na obscuridade do tempo que passa!...
Véu de Maya

domingo, 1 de janeiro de 2017


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Ó vida, divina hera! Quem te desflora?
Sou eu que em ti me deixo passar
Ou é o teu fogo seminal que me devora
No vórtice de uma águia a voar?
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Sei que a voragem da vida
É uma águia no pensamento,
Mas, se não voarmos a tal altitude,
Como evitaremos caír antes do tempo?
*
No deserto que atravessa o Mundo,
Circula ainda o oásis que acalma,
Aquele em que o sonho é profundo
E a vida retorna ao amor que salva.
*
Se a vida fosse paródia
Queria ser o riso dentro dela,
E esvoaçar no seu véu de glória,
Até ser cura para a sua tragédia,
*
Se a voz do tempo-que é sereia morena-
Te soprar que o efémero é máscara e ilusão,
Escuta a sério a sua profundidade serena
E entrega-te à vida, com toda a volúpia e paixão!...

Véu de Maya

domingo, 9 de outubro de 2016

Os Teus Olhos de Paixão/Beethoven


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Este poema lírico, dedicado ao amor/paixão, está escrito no vídeo e floreado pela sonoridade estrelar de Für Elise de Beethoven e pela alusão a telas ilustrativas e geniais da pintura mundial...Desfrute bem deste relax poético, para felicidade do  espírito e alto prazer dos sentidos...Enjoy very well this amazing relax...Obrigado/Thanks
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Véu de Maya

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Nostalgia do Outono/Chopin


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Este poema acerca da nostalgia do Outono, depois de declamado pelo poeta, está escrito dentro do vídeo por uma imagem delicada e sensitiva desta estação do ano...e floreado por telas ilustrativas da pintura mundial- sob a sonoridade universal de Chopin...Desfrute da fusão deliciosa entre poesia, música e pintura, pela felicidade do espírito e para alegria estética dos sentidos.
Enjoy the harmony: poetry, music and picture. Amazing relax. thanks.
 Yet the poem in portuguese language, for google translator if you need. Thank you.

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Roda, roda, ó folha de Outono,
Que secaste sem saber...
Mas eu que te toco tão leve
Em que chá te poderia beber!
*
Canto ao vento que te leva
E ao toque que já não podes florir
E ao ver-te rodar assim serena
Como poderia não te esculpir!
*
Sigo ao teu lado pertinho
E ao vaguear no teu caminho
Sorrio-me a passear sozinho
E a sentir-te como idílio já esbecido...
*
Mas ao Baco que à vida sorri
E neste louco altar floresce...
Sob os véus do que festejo em ti
Venho dançar, ó folha de Outono,
*
Pois não quero estiolar como tu
Sem me embriagar neste poema
À nostalgia do que sinto por ti...
*
E ao vento que até na morte se ri
Que sopre até valer a pena...
Na roda em que tudo na vida flori!...

Véu de Maya

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Ah, vida!-Que véus encobres tu?


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Ah, vida! Que véus encobres tu aos poetas?
Que se entranham em ti, como fogo em neblinas,
Mas não resistem ao transitar pelos teus ocres-vermelhos,
De sonhar ainda desvelar as tuas misteriosas entrelinhas.
*
Ah, poeta!-mas se deslizas em mim, como o luar em neblinas,
Por que haveria eu de te abrir o leque dos meus enigmas?
Se, no fundo dos teus enzimas, eu sou já o anel efémero dos teus véus,
Tal como o cometa errante por entre as estrelas dos céus;
*
Ah, vida!-esses véus que me ocultas-são as raízes do teu chão.
Que essas chamas, trago-as eu- incertas mas puras- no fundo do meu coração,
Como as que levas ao silêncio das fontes, no riso dos profetas;

Ah, poeta! se me encanta o teu monólogo, em frémitos de espelho?
E como poderia eu, sonho de tudo, esquivar-me ao teu fogo sereno,
Se é na embriaguez dos poetas que eu sou o arco das tuas flechas!...


Véu de Maya

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Nos teares da existência/Beethoven



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Floreada pela sonoridade da Moonlight de Beethoven-esta poética existencial em quatro pontas do véu a levantar-está escrita dentro do vídeo- por delicadas imagens- o voo da poesia em sintonia com as outras duas artes românticas por excelência-a música e a pintura. Desfrute desta sensitiva simbiose, pela felicidade do espírito e  alegria dos sentidos...Enjoy well this lovely existential relax...Obrigado/Thanks.

Véu de Maya