sábado, 27 de junho de 2015

Pérolas em Ostra


*****
Não vou por ninguém
Sou lonjura na águia que voa...
E ao sonhar mais além
Sou ainda o amor que sopra
E o declínio que vem;
*
Nem vou só por mim
Ou pelo voraz pensamento
Qual menino na ilusão do momento!
A cheirar flores no jardim
Sem se lembrar do cinzento;
*
Só vou pela vida
Que é um labirinto sem manto...
E pelos altares da embriaguez
Onde gozo os véus que levanto;
*
Só vou pela vida.
Que é o meu mágico encanto
E pelos voos altos em que a desafio
Até a fechar no seu último suspiro
E aí,- redimi-la de tudo o que é pranto!...
Véu de Maya

Para ter a percepção do vídeo em full screen queira ter a amabilidade de passar ao YouTube...
Obrigado pelo carinho da presença. Deixo o meu abraço com afecto e consideração.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

instante doirado/Adagio


******
É a manhã e a alvorada
Que arrancam o ser à inércia
Até nascer nele uma nova morada;
*
A noite e as portas do labirinto
Que rasgam clareiras ao caos
Até brilhar nele o infinito;
*
O meio-dia e o zénite solar
Que derramam energia sobre as taças
Dos amantes da vida e do criar;
*
A meia-noite e os pressentimentos
Que festejam a vida aos sons da guitarra
Até tudo se afinar em explosão de sentimentos;
*
A chaga infeliz e os desmazelos
Em que a vida a e a cultura se afundam
Até o homem quebrar os medos;
*
A festa e a nascente primordial
Onde tudo se canta na música da vida
Como num barco ondulante em alto mar;
*
O instante e a luz do pensamento
Onde o ser celebra sem arrependimento
O nascer e o morrer do próprio tempo;
*
É expansão e Universo, verso e reverso,
O ser escrito no perfume de um só verso...
O símbolo da vida abundante
Mesmo a perdida e a errante;
*
Os amantes do ser e do pensar
Orgulhosos de ser um para o outro
Toda a alegria da incerteza...
No jogo do seu próprio caminhar!...
Véu de Maya
Para ter a percepção em full screen queira ter a gentileza de passar ao Youtube...Obrigado pelo carinho da presença...Deixo o meu abraço, com afecto e amizade.

sábado, 13 de junho de 2015

Poética das Mãos/ La Dolce Donzella Morricone


*****
As tuas mãos, plumas de pássaro,
São borboletas na leveza do ar
E rios de profundidade virginal
No jogo inocente do acaso.
*
Sonham criativas, pela vida inspiradas,
Como musas de uma espontaneidade intensa
Véus de espanto em toques de alvorada
E vertigens sublimes em criatividade imensa.
*
E brindam no seu fluxo madrigal 
De toques da alegria bebida no teu sorvo
À inocência da vida na sua loucura seminal
De pássaros livres em voo louco
*
Mas o que mais desvendo nelas
E só deslindo noutras, já bocas,
É que brincam como borboletas
Em rasgos felizes, até ficar loucas!...
Véu de Maya