domingo, 7 de julho de 2013

Ai,Vida-Ó Musa Minha!



*****
Aí vida!, porque te acenam com quimeras
Que já arderam em peregrinas febres
Mas nunca acenderam genuínas primaveras?
*
Ai vida!, e porque te suspendem
Na leveza do seu voo ou na pureza do luar
Se-na tua raiz-és pomar e desafios e azar?
*
Ai vida!, e porque se orgulham de ti
Mas-ao florear-te assim-te enviesam por atalhos
Sem te amar no profundo dos teus laços
Onde o Azar é anel cifrado que a tudo flori?
*
Aí? ó musa altiva!-olhas-me sedutora
E jogas-me, no teu espelho, uma troça de vergonha
Na tua pose felina de imperscrutável feiticeira!
*
Mas agora contigo! sou só laços puros...
A espelhar-me nos teus olhares seguros
Que são de risos e dores 
Como espinhos em flores!
*
E fico assim-dentro de ti-
Como na embriaguez da paixão!
*
Até chegar a ser no teu mar
 O rio de tudo o que sou...
E tu em mim as forças imensas que o vento levou...
A paixão real efémera do meu sonho
A incendiar-se, a cada lance, no eterno do teu fogo!...

Véu de Maya

domingo, 16 de junho de 2013

Ah, Vida!-Nos teus véus efémeros




*****
Ah, poeta!- Quantos olhares e espelhos avistas tu?
Que nuns entreabres pomares altivos de colheita plena,
Mas noutros rasgas desertos sombrios e destilas-me nua
Como a angústia da insónia que se enrola à noite inteira!
*
Ah vida!- E em que alambiques te poderia decantar?
Se é nos teus eternos opostos que te sinto a florir e murchar,
 Por vagas de dor e euforias, sob um mar de alquimias incertas,
Tal como por entre as estrelas erram constelações secretas!
*
Ah, poeta!, Mas se sou véus em desafios e sonhos, 
Que é como nos teus versos, inocente, me arriscas!
Por que é que te jogas ainda no desenho dos meus rostos
Sem te cansares de olhar do deserto até aos pomares que avistas;
*
Ah, vida!, Mas se é nesses contra-partos eternos
 Onde te exploro pura como silêncio de estrelas em poesia...
Que tu és arco e flecha de cumes e vazios tão secretos:
Qual é o poeta que não ousaria acolher-te no teu fogo
Como ao mar alto os navios na sua intrepidez vadia!...

Véu de Maya

terça-feira, 11 de junho de 2013

POESIA DOS OLHOS


*****
Os teus olhos são tão lindos!
Lindos, como espelhos de Deus... 
Que enquanto forem assim purinhos
Sonham reflectidos nos meus;
*
O teu olhar é tão brilhante! 
Que nunca me canso de olhar...
Brilha nele um sonho distante
Tal como uma pérola no mar;
*
Quando orbitam enevoados
Teus olhos se eclipsam para dentro!
E é nesse singular momento 
Que o Sol os toca apaixonados;
*
Teu olhar é um riacho da vida
Onde brinca a liberdade...
É como borboleta colorida
Onde se joga a felicidade!
*
Mas o que mais toca no fundo 
Não é o brilho do teu olhar...
Mas o teu olhar profundo
Que é como os faróis no mar!...

Véu de Maya


segunda-feira, 3 de junho de 2013

AH VIDA! NA EMBRIAGUEZ DOS TEUS LAÇOS



*****
Ah, vida! porque giras tão forte nos meus versos?
Nesses trajes de fadista sedutora em tons diversos,
Até quando me esquivo em mim de arder nos teus laços,
 Mas incapaz de resistir à embriaguez flagrante dos teus fados!
*
Ah, poeta! e gostarias tu, que até antes das quimeras,
Com que te enfeitiço como frescura selvagem em viço de heras,
Te entregasse ao peso dos meus andares e desafios
Sem primeiro te afagar na leveza voraz dos meus suspiros?
*
Ah, vida!-mas que gozo o teu, no espelho de mim,
E como poderia eu escapar às tuas irrupções sem fim!
Antes de mergulhar nas tuas esculturas eternas,
Como cabem na força das máscaras personagens inteiras.
*
Ah, poeta!- Mas se sou alquimia de fogo nos teus versos,
Em metáfora pura do destino humano em desafios diversos,
É porque me levanta, ser no teu rio, a colina dos teus olhos
E tu, no meu mar, o barco altivo dos meus rostos!..


Véu de Maya
  

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Ah, Vida! Por ti-Ponte Sagrada.



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Ah, poeta! quanta amplitude leio nos teus olhos,
Quando me desfolhas, pura, no teu jardim de sonhos
E te acolho, no eterno de mim, aos teus amores efémeros,
Tal como tu, ao celebrares-me forte, nas pétalas dos teus versos!
*
Ah, vida!-e porque me afagas com esse teu sorriso,
Que para ouvidos sensíveis é o teu mais terno suspiro?
Neste silêncio inefável de laços e máscaras e rostos,
Onde te entrelaço, por escolhos e teatros, olhos nos olhos!
*
Ah, poeta! É que as clareiras que colho no teu olhar
São no meu espelho as tuas névoas expostas ao luar,
 Como a paixão, que se verte em volúpia, nas sedas da madrugada!
*
Ah vida! mas que espelho o teu, entre sonhos e olhares!
  Onde, intensos, reluzem os meus silêncios e os teus andares...
  E qual é o poeta que não ousaria ser por ti-ponte sagrada?... 

Véu de Maya


terça-feira, 21 de maio de 2013

Ah, vida ! Que véus encobres tu?


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Ah, vida! Que véus encobres tu aos poetas?
Que se entranham em ti como fogo em neblinas,
Mas não resistem, ao transitar pelos teus ocres vermelhos,
De sonhar ainda desvelar as tuas misteriosas entrelinhas!
*
Ah, poeta!-mas se deslizas em mim, como o luar em neblinas,
Por que haveria eu de te abrir o leque dos meus enigmas?
Se, no fundo dos teus enzimas, eu sou já o anel efémero dos teus véus,
Tal como o cometa errante por entre as estrelas dos céus;
*
Ah, vida!-esses véus que me ocultas-são as raízes do teu chão!
Que essas chamas, trago-as eu-incertas mas puras-no fundo do meu coração,
Como as que levas ao silêncio das fontes, no riso dos profetas;

Ah, poeta! se me encanta o teu monólogo, em frémitos de espelho?
E como poderia eu, sonho de tudo, esquivar-me ao teu fogo sereno,
Se é na embriaguez dos poetas que eu sou o arco das tuas flechas!...

Véu de Maya


segunda-feira, 20 de maio de 2013

SONHO ACORDADO





*****
Quero beber na nascente
onde a liiberdade seja sagrada
e o amor seja uma prática corrente;
*
Quero conversar na colina
onde os véus sejam rasgados
e a música uma estrela sibilina;
*
Quero caminhar no presente
onde a aventura seja sagrada
e o mundo naturalmente inocente;
*
 Quero escutar o silêncio
 onde tudo seja eco sagrado
 mesmo que Deus fique calado;
*
Quero passear pelo caos
 onde tudo esteja desguarnecido
 mas o Universo subsista protegido;
*
Quero vencer todos os abismos
onde os sinos toquem festivos
 e a vertigem recupere os sentidos;
*
Quero habitar nessa estrelar mansão
onde tudo seja apenas verdade
e os destinos houvessem de dar a mão...
*
Mas-ironicamente-tudo isto?
não passa de uma fantástica ilusão!...
Véu de Maya

quinta-feira, 16 de maio de 2013

SOL EM NEBLINAS



*****
Bebo nas nascentes puras...
Mas quem colhe as águas límpidas
Onde a vida é paixão de musas nuas
Com arcos de riso às parcas sombrias;
*
Desfloro as metáforas livres...
Mas quem colhe o perfume delas 
Na beleza dos espelhos;
*
Habito nas colinas altas...
Mas quem escuta a leveza dos céus
E desvela o segredo dos véus 
como o Sol clareia às neblinas;
*
Sonho nas moradas livres...
Mas quem arranca ao homem o escravo
E o cinzela livre na órbita do senhor
Com flechas acutilantes e firmes;
*
Mas ah, se rasgo o véu destas ilusões risonhas!
Onde desflorei a vida em metáforas puras
Como o Sol faz às neblinas obscuras 
E o mar às pragas mal-fadonhas...
*
Caio no abismo de uma vertigem tristonha:
Onde o deserto cresce e o homem degenera
E os povos erram escravos e sem vergonha
E da liberdade simplesmente presos por um fio!...

Véu de Maya

domingo, 12 de maio de 2013

NA MADRUGADA SILENCIOSA




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Vida claras, quentes e sagradas
Das paixões ardentes na nascente
Como o Sol das praias vadias no poente
E a embriaguez louca das madrugadas;
*
Desfolho uma orquídea envergonhada
Atiro-a pró céu, qual ardente estrelinha!
Partilho com ela à sedução dançarina
E aos risos do prazer, brisa na madrugada...
*
Os jactos do prazer escorrem à flor da pele
 Nossos beijos são doces como o mel
Enfeitiçou-nos o doce sabor às amoras;
Somos a vida e o navio e a ilha voluptuosa
E-ingenuamente-na madrugada silenciosa
Qual paixão! o encanto das nossas horas...

Véu de Maya




sexta-feira, 10 de maio de 2013

PÉROLAS EM OSTRA




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Não vou por ninguém
Sou lonjura na águia que voa...
E ao sonhar mais além...
Sou ainda o amor que sopra
E o declínio que vem;
*
Nem vou só por mim
Ou pelo voraz pensamento...
Qual menino na ilusão do momento!
A cheirar flores no jardim
Sem se lembrar do cinzento;
*
Só vou pela vida...
Que é um labirinto sem manto...
E pelos altares da embriaguez
Onde gozo os véus que levanto;
*
Só vou pela vida:
Que é o meu mágico encanto
E pelos voos altos em que a desafio
Até a fechar no seu último suspiro...
E aí, redimi-la de tudo o que é pranto!...

Véu de Maya


terça-feira, 7 de maio de 2013

ESPELHOS DE PAIXÃO




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Entre o castanho dos teus olhos
E o verde do meu olhar
Arde a volúpia em teus lábios
E a minha paixão por te beijar;
*
Quando te toco na alma 
Todo o teu corpo estremece
Mas se calha de ser lua-cheia
Então é a tua paixão que me endoidece;
*
O teu espelho é uma especiaria erótica
Onde se expande a fantasia...
Já o meu é tão terreno
Que só no teu embarcaria;
*
Quando, em danças de volúpia erótica,
Me fazes crescer o erotismo na boca,
Tal como a noite aos fascínios da lua...
Arrebatas-me à vida na sua orgia pura
E eu a ti, levo-te à paixão que é ternura;
*
Se a vida fosse luar
Queria levitar dentro dela
E rodar no seu jacto de luz
Até ser Sol na tua janela!...

Véu de Maya

sexta-feira, 3 de maio de 2013

NO TEU CORAÇÃO, TÃO INGÉNUO...

*****
No riacho dos teus olhos
Pressinto desejos sagrados,
Mas é só na bruma dos teus sonhos
Que eles ardem endiabrados!
*
Entre o azul do céu
E o céu da tua boca
Anda a minha boca louca...
E a tua outra, vermelha,
Como veludo dos lábios 
Em volúpia suspensa!
*
Na tua alma dói um encanto
Que à minha alma faz chorar...
Quero extirpar dela o pranto
Para fazer a tua alegria voltar;
*
No teu coração ingénuo
Que aos meus olhos não sabe fingir,
Arde louca a tua volúpia de amor,
*
Mas nos meus olhos
Que são espelho dos teus
Dança, errante, a minha paixão boémia
Que ao teu coração tão terno
Já não é capaz de mentir...
*
Se o vento te bate nas asas
E não te deixa voar como queres
Deita-te nas minhas asas
E aí, voarás como quiseres...

Véu de Maya

sábado, 27 de abril de 2013

NA TUA CANOA DE AFECTOS




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Ah, poeta!,-se me sonhas, primeiro, em laços entre diversos
E só depois me perfumas, como tatuagens sublimes, em versos!
Porque oscilas ainda em frente do meu espelho,
Como quem destila silêncios nas voltas do efémero?
*
Ah, vida! mas se te derramo, como sonhos em versos,
E vibro por nós, ao toque estrelar, nos teus afectos mais terrenos,
Como poderia eu arder só no pomar dos teus efémeros...
Sem subir também ao altar cifrado dos teus anéis secretos?
*
Ah, poeta!,-que ingénuo-tu-nos meus anéis e segredos?
A levitares, desde o riso ao silêncio até aos meus espelhos incertos!
 E porque não ardes logo na bolha dos meus feitiços efémeros,
Tal como o luar que passeia, sem dor, por entre oásis e desertos!
*
Ah, vida!-ninfa altiva dos meus versos!
Se subo, em silêncio, ao fundo dos teus riscos e desertos,
Mas volto logo ao gozo dos teus pomares e encantos
É porque, para além de ti, liberta das euforias e prantos, 
Qual outra poderia arder, em poesia, como canoa pura dos afectos?...


Véu de Maya


segunda-feira, 22 de abril de 2013

POR CRAVOS ENCARNADOS



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Ah, poeta!, que estrelas e sombras acolhes nos teus versos?
Afloras-me tu, em silêncio, por ser eu a fonte de jogos tão diversos,
 Em toques de espelhos, como nos teatros velados por máscaras,
   Metáforas dos lances de mim própria no destino das tuas páginas!.
*
Ah, vida!,-Como chegaria eu a pressentir-te, por luzes e sombras, 
Sem  navegar no teu mar, como os barcos em loucas ondas?
E até no fogo das tuas raízes, colher cravos encarnados e liberdades,
 Tal como o luar enfeitiça a noite, ao suavizar as obscuridades!
*
Ah, poeta!,-se te afago nas minhas libações e mistérios,
Com alquimias de prumo que arrancas das minhas fábulas,
 É porque te sinto a florir, por mim, no auge das tuas metáforas?
Em voos rasgados ao coração dos meus encantos mais incertos...
*
Ah, vida!, mas se te sinto, no alto, por metáforas de luzes e sombras,
Tal  como os barcos no mar vão aos portos pelo desafio das ondas,
É porque te canto intensa, no devir eterno dos prantos e sonhos...
Até tu-ninfa plena, arderes aqui, como a poesia nos meus olhos!...


Véu de Maya



segunda-feira, 15 de abril de 2013

UM LÍRIO NUM VASO DE ORQUÍDEAS



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Ah, poeta!, porque sonhas inteiro nos teus versos?
Mas é a mim, tão incerta e intensa, que partilhas ao Mundo
 Por toques e laços, e desafios urgentes. que te vêm lá do fundo
Mas que os colhes por inteiro, no fogo dos meus espelhos!
*
Ah, vida!, se te entranho em mim, até às fundas raízes,
É por vibrar contigo ao jogo secreto das utopias sublimes
 Que tu!-certeira no arco das paixões fortes e amores-
  Me ofereces quando transito nas tuas dores maiores...
*
Ah, poeta! e que pressentes tu das minhas alquimias de fogo?
Se elas, na dose mais leve, são meras  ilusões do teu sonho 
Quando, por versos, afloras as tais partilhas de sopros ao Mundo
Numa ponte que vai do sonho lírico até ao raio profundo...
*
Ah, vida!, que mais poderia eu pressentir da tua alquimia?
Neste silêncio de espelhos côncavos e convexos!
Se quando me entrego de coração aos teus efémeros e eternos...
Tu, tal como eu,-sorris-te, ao cheirar um lírio, num vaso de orquídeas!...



Véu de Maya

domingo, 7 de abril de 2013

NAS DOBRAS DA TUA SAIA


*****
Ah, poeta! porque plantas entrelinhas nos teus versos
Mas as entregas-por mim-a inefáveis olhares e universos?
Que mais do que ingénuos rasgos de ti próprio, em véus de maya,
São ilusões fortes do ser nas dobras da minha saia!
*
Ah, vida! E como poderia trazer-te pura nos meus versos
Sem te entreabrir no véu dos teus insondáveis diversos?
Que tu,-como a mais sedutora ninfa de espelhos-
Me mostras no jogo interminável dos teus roxos e vermelhos!
*
Ah, poeta!, Mas que rasgos de mim entrelaças nos teus versos, afinal?
 Sem te resguardares a ti próprio nesse espelho virginal...
Que é de espinhos e flores, mas culmina em dores e amores
Quando te enfeitiço no auge do fogo das minhas cores!
*
Ah, vida! Mas que pergunta retórica-a tua?
E qual é o poeta que não te escutaria pura
Se nesse jogo de espelhos te pudesse desvelar nua?
E te entranhar em poesia, como a noite faz à lua!...


Véu de Maya





quarta-feira, 3 de abril de 2013

Adão e Eva




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Somos a vida que sofre no nada
E o mar onde os navios se contagiam errantes
Nos clarins da partida e da chegada;
*
Somos o nada que se espelha no tudo
E a música onde o Universo
É uma máscara sublime em ornamentos de veludo;
*
Somos a passagem-breve-
Que se espelha nos sonhos da madrugada...
E o véu dos abismos 
Que se deslumbra na claridade da noite estrelada;
*
Somos o desejo-livre- 
Que se derrama na liberdade cercada...
E o vento que se descarrega 
Nas nuvens de uma ilusão adiada;
*
Somos o amor-incerto-
Que circula na humanidade fechada...
E a liberdade que combate 
Até transbordar em morada sagrada;
*
Somos os véus do tudo e do nada
Peregrinos absolutos na estrada
Os dados duma errancia arriscada...
Inocentes sobre o recinto da vida
Lançados simplesmente e mais nada!...

Véu de Maya

Sugestão:ligue a música antes de escutar o  poema-explore a qualidade 3D do vídeo...e obrigado pelo carinho da visita.

quarta-feira, 20 de março de 2013

NA TUA VOZ MAIS PURA




*****
Ah, poeta! que paixão lunar é essa!
Que transborda em espelhos de luz!
Como a aurora que ao Sol liberta...
 Ao irromper pela madrugada em promessas
Como rasgos de volúpia nos lábios dos amantes...
*
Ah, vida! cobre-me sempre com o feitiço dos teus mantos...
E leva-me pelo teu riso ao cume dos encantos
Onde me sinta forte até na dor dos meus prantos...
*
Enquanto me entrelaças na luz do teu altar
Ao amor sublime em que me desembarcas
 Quando arrisco aventuras longas no teu mar...
*
Ah, poeta! Que nobre é esse teu olhar!
Por reflexo do meu arco de desafios e tormentos...
   A ti-como a mais pura das ninfas-te volto a entrelaçar
Forte na voz pura dos meus sonhos e momentos!...



  • Véu de Maya

Sugestão-ligue a música e escute o poema. Boa Páscoa e obrigado pelo carinho da visita.

sábado, 16 de março de 2013

NO POMAR DOS TEUS AFAGOS



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Na ternura dos teus olhos
Sinto a vida em poesia...
Mas é na paixão dos meus sonhos
Que a tua volúpia é minha orgia.
*
Na boémia dos teus olhos
Levanta-se o meu arco de vida...
Mas é na flor dos teus lábios
Que sou a flecha dos teus sonhos.
*
No deleite dos meus lábios 
Colhes morangos à vida...
Mas é no pomar dos teus afagos
Que eu colho pura a tua orgia.
*
Não desvies os teus olhos 
Dos meus que te querem espelhar...
Arde antes na volúpia deles
Com a paixão pura de quem por eles
Ao amor quer cultivar....

Véu de Maya

quarta-feira, 13 de março de 2013

DELEITE PURO


Idílio_Tamara de Lempicka


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No deleite dos meus lábios
Colhes morangos à vida...
Mas é no pomar dos teus afagos
Que eu colho-pura-a tua orgia...

Véu de Maya

segunda-feira, 11 de março de 2013

PECADO ORIGINAL

Pecado Original_Miguel Ângelo

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Ao desviar o olhar
Exalas perfumes de flor...
Mas é ao arderes em volúpia
Que trazes paixão ao amor...

Véu de Maya

DÓI_ME A LUCIDEZ




*****
Dói-me a lucidez que em vez de ser acção oportuna
Se perde no silêncio da reflexão e aí perdura;
*
Doí-me a coragem que em vez de enfrentar a luta
Sonha primeiro em dar lustro à espada;
*
Dói-me o amor que em vez irradiar em elos e abraços
Quer primeiro afagos para os seus cansaços;
`*
Dói-me a paixão que em vez de gerar laços e causas
Se fecha no gozo de ser desleixada;
*
E dói-me ainda mais a estupidez crassa que em vez
 De cultivar o amor e a lucidez e a coragem
Se entrega à cegueira desta horrível embriaguês;
*
Mas bendigo aos faróis que iluminam os barcos no mar
E lhes permitem até para as estrelas olhar...
*
E aos amantes que superam os seus cansaços
para a outros com e a tempo levarem os seus abraços..
`*
E aos que se apaixonam por laços e causas
E a outros nelas conseguem entrelaçar...
*
E aos nobres guerreiros que se entregam à luta 
Para com lucidez e paixão à estupidez enfrentar..
*
Até que no Mundo triunfe a paz...
E o amor e o futuro...
E a vida não chegue a ser uma ostra fechada
 Na liberdade do nada!...


Véu de Maya





quinta-feira, 7 de março de 2013

AH, POETA! QUE SILÊNCIO É ESSE?



*****
Ah, poeta! Que silêncio é esse que te brilha nos olhos?
Que transborda por abraços em toques e sonhos...
Tal como o teu coração no azar dos sulcos do efémero 
 É quem melhor te escuta nas metáforas do meu espelho!
*
Ah, vida! E que jogo de metáforas é o teu?
Onde se espelha ardente o silêncio dos meus olhos
Que tu-ninfa plena-desvelas nas alegorias do meu véu!
*
Ah, poeta! É que eu sou aventura-desde a terra até aos céus-
E farol nos mares para altos desafios e navegares...
Como a luz que ilumina a ambição dos teus olhares!
*
E quanto a esse silêncio? Que te arde-poesia nos olhos-
Joga-o todo-por metáforas de riso-no meu espelho...
Pois quando o fechares-sem altivez-em nostálgicos monólogos...
 Aí, ó poeta!, já não serei mais a musa dos teus versos!...


Véu de Maya

quarta-feira, 6 de março de 2013

NA FLOR DOS TEUS LÁBIOS...

Sonho_Henry Rousseau

*****
Na boémia dos teus olhos
Levanta-se o meu arco de vida...
Mas é na flor dos teus lábios
Que sou a flecha dos teus sonhos...

Véu de Maya

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

GESTO INAUGURAL DE DIAS CLAROS_POEMA DO HERÉTICO


*****
ver poema na página do herético-Relógio de Pêndulo...Um blogue valioso....

Explore a qualidade 3 D do vídeo para efeitos de imagem e cor. Obrigado.


Véu de Maya

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

NA HARPA DA VIDA




*****
Ah, poeta, onde achas tu-musa mais pura?
Se até quando erras suspenso pelas estrelas...
Em jogos de inspiração que a brincar te vêm delas
Sou eu a vida-musa, a mais pura ninfa do teu véu!
*
Ah, vida, e porque me seduzes com anéis e feitiços?
Que noutras ninfas não são mais do que máscaras e sorrisos
Mas em ti metáforas de fogo em risos e espelhos
Nas cores dos teus sulcos em violetas e vermelhos...
*
Ah, poeta! e que colhes tu dos meus espelhos?
E desse pomar de cores em roxos e vermelhos...
Onde te convido para cumes e fontes virginais
Quando te olho-como a ninfa mais pura-nos olhos!
*
E dos leques do azar com riscos sob mantos?
Em que te desafio do alto a rasgos com prantos...
Para lá de todas as ninfas que te enfeitiçam
Mas tão ingénuas e efémeras nos seus suspiros e encantos!
*
Aí, ó ninfa pura, suspendes-me a respiração!
E entrelaço-me ardente aos anéis do teu coração
A segredar-te baixinho neste silêncio estrelar de vozes...
*
Que me jogues outra vez para as estrelas 
Com a inspiração de que tu, ó minha ninfa mais pura!
Me tragas outras marés fortes, e barcos e vagas!...

Véu de Maya

domingo, 17 de fevereiro de 2013

NESTE RAIO DE LOUCURA



*****
Neste raio de loucura em que floresce o poeta
 Que é de catarse ou de paixão incerta...
E que na boémia da vida nunca chega à medida certa
 Por ser este fogo ingénuo o que à vida mais liberta!
`*
Subo-por raiz-às paixões nobres da vida
Por esta escada utópica de loucura...
Que é só com amor, bravura e sabedoria
Que se mata à estupidez que à vida só perturba.
*
Neste espelho que enlaça utopias, desafios e ternura,
  Sorrio às almas cândidas que levitam na catarse pura...
Mas prendem ao umbigo esta paixão ingénua de vencer
   A vulgaridade trágica apenas por retóricas-belas-que sublimam!
*
Ora é, desde o princípio, no seu voo planáltico,
Onde arde a vida-leve-em desafios e olhares...
Que a poesia vem fundir a lucidez à loucura
E lançar por este arco uma flecha na lonjura!..


Véu de Maya


Obs-vale a pena explorar a qualidade 3D do vídeo. obrigado.


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

AH, ESSAS NINFAS PURAS!




*****
Ah, Essas ninfas puras do céu,  
Que iluminam à noite escura!...
São como os poetas do amor
Que trazem à vida, ternura;
  *
Transitam inocentes-na noite-
  Ingénuas aos mistérios da morte...
Mas seduzem consigo aos poetas
Que se apaixonam pelo mesmo porte;
*
  Só quem se entrelaça com elas
Numa órbita estrelar e serena...
É que pode florescer como os poetas
Na luz que só pode vir das estrelas;
*
E eu que erro nos acasos da vida,
Tal como no amor as paixões sem sorte...
Como poderia ser feliz na loucura de poeta
Sem o brilho dessas ninfas puras do toque!...


Véu de Maya