segunda-feira, 1 de junho de 2009

O ELO CÓSMICO-HUMANO?

O BALOIÇO_P-AUGUSTE RENOIR [Vangelis-Love Theme-barra de vídeo]
*
É o acto solitário e a aposta real
onde a vida do conceito e o ser da realidade
se fermentam um ao outro por igual;
*
O ser particular e o conceito universal
que se desafiam um ao outro na ilusão
de ser a sua verdade a verdade na palavra final;
*
a liberdade fechada na vertigem singular
onde o eu sobe ao castelo de si para a reconfirmar
mas fica refém do real onde não a pode reconciliar;
*
o ser na casa de si e a felicidade no Mundo
onde a liberdade se torna viva e concreta
e aspira a ser mais que uma ilusão valiosa e secreta;
*
o ser particular e o conceito universal
onde a liberdade se torna o plasma do Mundo
e a felicidade pode voar em realizações de fundo;
*
a verdade solitária e a coragem colectiva
que se fundem uma na outra
até arrancar novas formas à vida;
*
o sentido da vida e a liberdade sonhada
que se orgulham de ser nos humanos
a utopia desejada e a ambição realizada;
*
É a verdade solitária e a aposta universal,
liberdade clara de si mas vacilante no Mundo,
onde a união entre ambas se converte
no trágico dilema que é a epopeia de fundo;
Procura solitária e coragem colectiva
ancoradas bem uma na outra
até arrancar novas formas à vida;
O poder trágico do elo cósmico-humano
trazido nobremente à filosofia!...





Véu de Maya





4 comentários:

EternaApaixonada disse...

É sempre um privilégio ler seu blog!
Entrar em seu pensamento partilhado em palavras sensíveis e que nos envolvem na atmosfera melódica de sua percepção da vida! Muito lindo!
Que o mês que se inicia, venha a lhe trazer muita inspiração, harmonia, emoção, alegria, em seu lindo coração amoroso!
Beijos com todo carinho, meu querido Luigi!

mariab disse...

nós indivíduos e o todo universal. belo, como sempre.
beijos

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Para começar, o seu poema dá margem a várias interpretações. A meu ver, não há "elo" entro o cósmico e o humano, pois são uma só coisa. Tampouco acredito numa verdade, isso não existe, é especulação filosófica. Se estamos num ambiente e você vê um rato branco e eu não o vejo, vc me diz: "passou um rato branco", e eu lhe replico: "não passou rato branco algum". Ambos têm a sua suposta verdade. É óbvio que vc não é leigo em filosofia, tampouco eu. Se um dia quiser conversar sobre o tema, conversaremos. Já como poema, o texto é belíssimo, bem desenvolvido, vc realmente domina o estro.
Agora, faço a minha propaganda.
Publiquei no GALERIA um post sobre um filme que versa sobre os Borgia. O post tem pouco texto. Além do filme, só o meu poema. O restante são imagens.
Conto com você, ou fico de mal para toda a vida, já sabe, não?
Um abraço,
Renata

Véu de Maya disse...

Ah, a verdade, quem a possui...humano...murchou, mas quem a procura se revigorou...bem hajam os que a procuram com paixão mas sem cegueira.