sexta-feira, 10 de julho de 2015

Um lírio num vaso de orquídeas.


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Ah, poeta!, porque sonhas inteiro nos teus versos?
Mas é a mim, tão incerta e intensa, que partilhas ao Mundo,
Por toques e laços e desafios urgentes que te vêm lá do fundo
Mas que os colhes por inteiro no fogo dos meus espelhos!
*
Ah, vida!, se te entranho em mim, até às fundas raízes,
É por vibrar contigo ao jogo secreto das utopias sublimes
Que tu!-certeira no arco das paixões fortes e amores-
Me ofereces quando transito nas tuas dores maiores.
*
Ah, poeta! e que pressentes tu das minhas alquimias de fogo?
Se elas, na dose mais leve, são meras ilusões do teu sonho 
Quando, por versos, afloras as tais partilhas de sopros ao Mundo
Numa ponte que vai do sonho lírico até ao raio profundo.
*
Ah, vida!, que mais poderia eu pressentir da tua alquimia?
Neste silêncio de espelhos côncavos e convexos,
Se-quando me entrego de coração aos teus efémeros e eternos
Tu, tal como eu,-sorris-te-ao cheirar um lírio num vaso de orquídeas!...
Véu de Maya

Deixo o meu abraço, com afecto e consideração.

2 comentários:

Rembrandt disse...

Que sería la vida sin utopías?
que sería del mundo sin ellas?
Por eso existe la poesía.
Sonrío viendo bellas orquídeas en mi mente.

Muitos beijinhos amigo Poeta.
REM

Luis lourenço disse...

Ah, Rembrandt-inesquecível amiga.

Cheira-me aqui ao encanto das tuas orquídeas perfumadas
Que espelham o teu sorriso e paixão pela vida iluminadas.

Gracias-querida amiga-abraços carinhosos em você.