sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Alta Colina


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É a fonte de luz e a pressão da treva
Num frente a frente, onde a vitória
É a supressão da névoa;
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A expansão do sujeito no objecto
Onde a actividade traz riqueza ao mundo
E a afirmação roda no eixo certo;
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O nó do objecto e a rotação do sujeito
Como o enigma da esfinge no trágico herói
Cuja sagacidade liberta, mas enfeitiça e dói;
*
O gesto e a metamorfose
Que dão novas caras ao Mundo 
E no amor da fusão, aspiram à plena simbiose;
A medida certa e a virtude prática
Que na escala do amor à vida
São férteis similares à matemática;
*
O espírito e a alienação
Que trazem ao Mundo o devir e a contradição
Onde todo o vivo é dor e riso e transformação;
*
A renovação e o poder de criar
Que permitem aos homens viver e sonhar
E na terra os pomares voltar a plantar;
*
É ilha de luz e pressão da treva,
Actividade e alienação,
Poder de criar e de renovação
Na roda sagrada da afirmação;
*
Desejo e vontade, acto e metamorfose,
Onde tudo aspira à plena simbiose:
*
O enigma da esfinge
E o destino do edipiano herói
Que vai libertando, mas enfeitiça e dói!...

Véu de Maya

2 comentários:

Rembrandt disse...

Poder crear y renovar son dones que la voluntad divina ha puesto en manos de los Poetas y los Artistas para hacer de éste un mundo mejor y maravilloso.

Gracias por tus versos, música y bellísimas pinturas. He gozado estar aquí.

Muitos beijinhos y bom fim de semana.
REM

heretico disse...

denso e "profético" - como um parto de claridade obsessiva..

abraço, Poeta