domingo, 1 de janeiro de 2017


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Ó vida, divina hera! Quem te desflora?
Sou eu que em ti me deixo passar
Ou é o teu fogo seminal que me devora
No vórtice de uma águia a voar?
*
Sei que a voragem da vida
É uma águia no pensamento,
Mas, se não voarmos a tal altitude,
Como evitaremos caír antes do tempo?
*
No deserto que atravessa o Mundo,
Circula ainda o oásis que acalma,
Aquele em que o sonho é profundo
E a vida retorna ao amor que salva.
*
Se a vida fosse paródia
Queria ser o riso dentro dela,
E esvoaçar no seu véu de glória,
Até ser cura para a sua tragédia,
*
Se a voz do tempo-que é sereia morena-
Te soprar que o efémero é máscara e ilusão,
Escuta a sério a sua profundidade serena
E entrega-te à vida, com toda a volúpia e paixão!...

Véu de Maya

2 comentários:

Rembrandt disse...

Bellísimo poema, que la vida nos permita volar y disfrutar de todo su encanto.
Gracias amigo mío por tus buenos deseos y que 2017 nos siga uniendo a través de la literatura y el arte.

Muitos beijinhos y un placer enorme visitarte siempre.

REM

Luis lourenço disse...


ah, querida Rembrandt, as estrelas, tal como os corações, que têm luz e emoções sempre se unem nos caminhos da amizade, da literatura e da arte...Um abraço estrelar em você...Feliz 2017 para nós e para a vida do Universo que continua a girar.