«Em face deste pessimismo prático, Sócrates é o arquétipo do optimismo teórico, aquele que, possuido por esta crença na inteligibilidade da natureza das coisas, atribui ao saber e ao conhecimento a força de um remédio universal e vê na ignorância o mal em si. Penetrar nas profundidades e separar o verdadeiro conhecimento da ilusão e do erro era, para o homem socrático, a missão mais nobre, a única missão verdadeiramente humana: de tal modo que, desde Sócrates, este mecanismo dos conceitos, dos juízos e dos raciocínios passou a ser considerado, acima de todas as outras faculdades como a actividade suprema e o dom mais admirável da natureza.Até mesmo as acções morais mais sublimes, os movimentos da piedade, do sacrifício, do heroísmo e essa calma profunda que os Gregos designavam de sofrosine foram deduzidos da dialéctica do saber e considerados como passíveis de ensinamento por Sócrates e por todos os seus herdeiros de pensamento até aos nossos dias. Quem experimentou o prazer do conhecimento socrático e sentiu como este procura abarcar em círculos cada vez mais amplos todo o mundo dos fenómenos, jamais será possuido por um aguilhão tão forte capaz de o incitar a viver, como é este desejo de levar até ao fim esse processo lógico de conquista e de o tecer numa rede intrasponível de malhas muito apertadas. Quem se conservar nesta predisposição não poderá deixar de ver no Sócrates de Platão o mestre que ensina uma forma absolutamente nova da «serenidade grega» e da felicidade da existência que procura revelar-se em actos e que, na maioria das vezes, o consegue, através da acção educativa e da maiêutica que exerce[ com o fim último de produzir o génio] sobre uma elite de jovens e nobres espíritos». Nietzsche, A Origem da Tragédia.
terça-feira, 25 de março de 2008
A lógica e a visão trágica?
«É então que a ciência estimulada pelo vigor da sua poderosa ilusão se precipita irresistivelmente para os seus próprios limites, contra os quais se quebra o optmismo que se esconde na essência da lógica. É que o círculo da ciência acarreta para a sua circunferência uma infinidade de pontos e ainda que seja completamente impossível prever como é que todo o círculo poderia ser medido, o homem nobre e dotado intelectualmente, antes de chegar a meio da sua vida, encontra fatalmente estes pontos limites da circunferência onde fica abismado perante o inexplicável. Quando chegado a este ponto limite vê cheio de espanto, que a lógica se enrola nos seus próprios limites, tal como a serpente ao morder a sua própria cauda abre-se então a visão de uma nova forma de conhecimento, o conhecimento trágico, que não pode sequer suportar sem a protecção e o remédio da arte» Nietzsche, A Origem da Tragédia.
domingo, 23 de março de 2008
A plataforma liberal: quarto princípio.
O último grande prinípio constitutivo da plataforma liberal que merece ser mencionado aqui, nomeadamente por constituir um ponto de importante colisão com a discussão republicana, corresponde ao tema actualmente formulado por Rawls da neutralidade do Estado relativamente às convicções e opiniões em matéria de religião e de moral: não recordaremos aqui a análise histórica que propõe Rawls, insistindo na adopção deste princípio na sequência das guerras de religião inglesas, mas poderíamos combinar uma abordagem histórica deste tipo com uma abordagem mais conceptual, relacionando este quarto princípio com as exigências já incluídas no primeiro[ A autonomia da sociedade exclui, por exemplo, uma religião do Estado] e no terceiro[ A valorização das liberdades individuais implica o reconhecimento da liberdade de opinião e de consciência]. Este quarto princípio possui, como é óbvio, uma importância crucial por tudo o que induz, nomeadamente a respeito daquilo que em França se chama a laicidade, sobre a qual nos limitaremos a referir que , conquanto no plano histórico tenha emergido progressiva e tardiamente, a sua perspectiva já estava virtualmente constituída na própria concepção do liberalismo político[ como o testemunha , nomeadamente o famoso escrito de Locke acerca da tolerância, 1689].Outras consequências deste princípio de neutralidade do Estado serão melhor discutidas na releitura republicana, A começar pela separação entre o direito e a moral, sob a forma de convicção liberal segundo a qual não é necessário ser-se moral para se ser um bom cidadão, isto é, para obedecer às leis, mas que o interesse pode contanto que seja bem compreendido, constituir a única mola do Estado de direito: trata-se de um tema muito saliente na tradição liberal, sob a forma de neutralidade axiológica do Estado[ ou nas palavras de Rawls, da sua neutralidade em relação às concepções do Bem, ] da qual se destaca, além disso, muito facilmente, a perspectiva segundo a qual a educação, na óptica liberal, deveria ser, antes de tudo, uma educação da inteligência e não uma educação para a virtude. É justamente por ser neutral que o Estado liberal não pode pedir aos cidadãos que sejam virtuosos ou que dêem provas de uma ou outra qualidade moral associada a uma certa ideia do Bem, mas apenas que obedeçam às leis-o que, como afirmava Kant, até um povo de demónios é capaz de fazer desde que possua alguma inteligência,» História da Filosofia Política, VOl 4, Direcção de Alain Renault
sábado, 22 de março de 2008
A plataforma Liberal: 2º e 3º princípios.
2. O segundo princípio da plataforma liberal pode ser identificado como o da soberania do povo, exercido por intermédio de representantes: O liberalismo político é, nesse sentido, uma figura ou uma versão da democracia, sendo a concepção «democrático-liberal» aquela que R. Aron definia pela ideia de um regime «constitucional-pluralista» no qual a dimensão constitucional remete para a limitação do Estado[pois a constituição agrega a definição dos seus poderes e, portanto, a sua delimitação também] e no qual a dimensão do pluralismo[ A referência á pluralidade dos partidos políticos] corresponde à ideia de democracia representativa[ pois os partidos representam supostamente a diversidade dos grupos sociais e dos interesses]»
3.Um terceiro princípio do ideal-tipo liberal é o da valorização do individuo e das suas liberdades. Trata-se de um princípio que se deduz evidentemente do primeiro, pois a sociedade cuja autonomia em relação ao Estado o liberalismo reconhece define-se como o conjunto dos individuos e dos grupos de individuos e, nesse sentido, reconhecer a limitação do Estado é também reconhecer o indivíduo como princípio e como valor. Portanto, este terceiro princípio foi aquele que fez do liberalismo político um individualismo, e do governo civil ou Estado Liberal um instrumento ao serviço da protecção das liberdades individuais concebidas em termos de independência relativamente a qualquer outra instância à excepção da propria vontade individual: Por outras palavras, o liberalismo priveligia as liberdades individuais entendidas como aquilo que hoje se designa, desde o célebre artigo de Isaiah Berlin e da adopção da sua terminologia pelo republicanismo contemporâneo, por «liberdades negativas»- e, por conseguinte, é lógico que possamos classicamente apresentar a lista dessas liberdades negativas[ por exemplo, nas Declarações dos Direitos do Homem de finais do século XVIII] como constituindo o chamado «credo liberal»[ A propósito disto, convém recordar que os direitos do homem começaram por ser uma peça central da herança e da tradição liberais, antes de, com base numa reeinterpretação, se tornarem, no séx.XIX, um ingrediente da tradição socialista]. História da Filosofia Política, vol 4, Direcção de Alain Renault.
A plataforma liberal:1º princípio
1.O princípio de uma limitação do Estado: com efeito, é por surgir como uma teoria dos limites do Estado ou da sua acção[ para retomar o título do grande Ensaio de Wilhelm von Humboldt, publicado em 1792, Ensaio para Definir os limites da Acção do Estado], que o liberalismo político é colocado numa relação de antítese com o absolutismo político. Foi o que aconteceu historicamente, aquando do nascimento inglês do liberalismo, no século XVII, mas também conceptualmente, o que foi compreendido e realçado por um republicano tão convicto como Fichte, no seu Fundamento do Direito Natural[1796], onde reconstituia toda a problemática jurídico-política a partir da antinomia do liberalismo e do absolutismo, sugerindo a sua identificação com os termos do conflito entre Locke e Hobbes[ver vol III, « Rousseau, Kant e Fichte»por Alain Renault e P. Savidan]. É certo que podemos, hoje em dia, discutir esta apresentação, nomeadamente quanto a Hobbes, mas não deixa de ser verdade que foi na sua oposição à teoria do absolutismo que Locke defendeu esse primeiro princípio da plataforma liberal, que consiste em reconhecer o Estado[ o governo civil] como necessário e, portanto ,em limitar a sociedade pelo reconhecimento do Estado[ contra, antecipadamente, qualquer forma de anarquismo, que tendia, pelo contrário, a dissolver o Estado na sociedade], mas, ao mesmo tempo, em limitar o Estado pelo reconhecimento de uma autonomia da sociedade[ em oposição ao absolutismo ou, antecipadamente, ao socialismo de Estado, que diluem ambos a sociedade no Estado» História da Filosofia Política, vol 4-Direcção de Alain Renault.
sexta-feira, 21 de março de 2008
A viagem dos signos e dos simulacros.
É a viagem dos signos e dos simulacros
onde os povos e as civilizações se fortalecem
para ultrapassar na vida a resignação dos fracos;
...
a fragrância do mito e a girândola do tempo
onde todo o enredo é berço e dança e mistério
e a vida se engrossa num precioso e inesgotável minério;
...
a força dos gestos e o sonho à imortalidade
onde nas brumas do futuro se consultam os oráculos
e nas raízes se escutam as vozes da ancestralidade;
...
Luís Lourenço, Poética do instante Filosófico.
quarta-feira, 19 de março de 2008
O poder das associações
Com efeito, a maioria exerce a sua tirania quando impede a localização do poder social. Não há pior opressão do que a opinião difusa e é realmente assim a ditadura da opinião. Vemos por conseguinte, o motivo que acabou por levar Tocqueville a valorizar as associações, pois a ciência política nova a que Tocqueville aspira é, ao fim e ao cabo, a «ciência da associação»: «Nos países democráticos, a ciência da associação é a ciência-mãe; o progresso de todas as outras depende do seu progresso.»
A chave da liberdade política depende, na sua óptica, do espírito de associação e essa convicção possui uma grande coerência na obra de Tocqueville.
À primeira vista, acreditaríamos que decorria apenas do exemplo americano: é verdade que Tocqueville avaliou a saúde da democracia americana pela bitola do apreço pelas associações. Se « os americanos combateram, pela liberdade, o individualismo a que que a igualdade dá origem e venceram,» afirma ele, é porque souberam alimentar entre eles uma vida política intensa, multiplicando «as ocasiões de actuar em conjunto» e trabalhar desse modo pela prosperidade, ao mesmo tempo que com isso celebravam a sua independência.
Mas fundamentalmente, Tocqueville faz o elogio das associações porque vê nelas o eco contemporâneo da liberdade que existia no Antigo Regime, quando a nobreza, que ainda não tinha sido dizimada pelos reis niveladores exercia um poder autêntico-poder que se interpunha eficazmente entre o súbdito e o soberano[ entre o individuo e o Estado]
A Montequieu causava espanto que a Constituição inglesa tivesse conseguido salvaguardar os nobres como um poder moderador. Em O Antigo Regime e A Revolução Tocqueville lamenta que a França não tenha tido a sabedoria da Inglaterra: «Será de lamentar sempre que essa nobreza, em vez de ter sido submetida ao domínio das leis, tenha sido abatida e desenraizada. Ao agir assim, privou-se a nação da sua substância e infligiu-se à liberdade uma ferida que nunca sarará»
Em Da Democracia na América, Tocqueville não admite um tal saudosimo pois que declara encontrar o equivalente da liberdade aristocrática na lberdade expressa em democracia pelas associações civis ou políticas:« São as associações que, nos povos democráticos, devem fazer as vezes dos particulares poderosos que a igualdade das condições fez desaparecer»
Verdadeiros poderes intermédios na acepção que Montesquieu atribuia à expressão, as associações resumem o combate de Tocqueville pela liberdade política: constituem o antídoto contra o individualismo, ao corrigirem a fraqueza e ao abalarem a apatia do cidadão atomizado, educam para a vida pública e proporcionarem oportunidades de articular o interesse público e o interesse privado, como Tocqueville sublinha. História da Filosofia Política, vol 4-Direcção de Alain Renault.
terça-feira, 18 de março de 2008
Tocqueville e a democracia na América.
Embora defenda a auto-responsabilização da sociedade, já vimos como desconfia do poder da maioria. Aplicada absolutamente, a liberdade política produz efeitos perversos que Tocqueville agrupa sob a expressão «tirania da maioria». Por esta razão, a actualidade de Tocqueville é inegável. Em 1835, os Estados Unidos já lhe mostraram «O espectáculo dessa tirania» e sugeriram as soluções susceptíveis de salvar a própria liberdade política: ele viu, como na América, que não soube imitar a Constituição inglesa [causava admiração a Montesquieu que ela tivesse sido concebida para garantir as liberdades políticas], a maioria inverteu o poder legislativo ao ponto de sufocar o poder executivo. Tocqueville compreendeu como essa maioria impõe a sua lei aos deputados ao ponto de destruir todas as garantias do governo representativo e de exercer o equivalente de uma democracia directa. Compreendeu também o risco que constituia o preconceito segundo o qual, como todas as inteliências são iguais, existe forçosamente mais sabedoria em muitas que numa só. A América que percorre em 1830 devolve-lhe a imagem de um regime onde a maioria pode, com toda a legitimidade, forçar a minoria e impor um conformismo, uma demagogia ruinosa para a independência de espírito e a discussão pública,
É nesta perspectiva que enuncia o risco mais importante que a América corre: ao forçar as minorias oprimidas[pensa evidentemente nos Negros] a recorrerem à violência deseperada, a maioria expõe a democracia à anarquia.
Contudo, não deixa de ser verdade que os Estados Unidos souberam erguer protecções contra esta tirania da maioria, e essa protecções constituem aos olhos de Tocqueville, os ingredientes necessários de um bom uso da liberdade política. Trata-se por um lado, de disposições que impedem a centralização administrativa: se a maioria governa a nível central, é incapaz de aplicar no pormenor as suas instruções de governo, pelo que permanecem espaços de liberdade onde podem desenvolver-se iniciativas locais. Trata-se, por outro lado, do espírito de jurista muito desenvolvido entre os americanos, espírito esse que é acompanhado por um gosto pelas formas e procedimentos que se opõem aos excessos revolucionários ou à arbitrariedade das maiorias. História da filosofia Política, 4-Direcção de Alain Renault.
segunda-feira, 17 de março de 2008
A liberdade dos Antigos e a liberdade dos Modernos?
domingo, 16 de março de 2008
Utilitarismo:mérito e limites?
O mérito da visão clássica, na formulação de Edgeworth, Benthham e sigdwick, está em reconhecer claramente o que está em jogo, isto é, a prioridade relativa dos princípios da justiça e dos direitos deles derivados. O problema está em se saber se as desvantagens impostas a alguns podem ser compensadas pela maior soma de felicidade gozada por outros ou se a justiça exige igual liberdade para todos e admite apenas as desigualdades económicas e sociais que são do interesse de cada um. Implícita na contraposição entre o utilitarismo clássico e a teoria da justiça como equidade está uma diferença na concepção subjacente de sociedade. Num caso, concebemos a sociedade bem ordenada como uma estrutura de cooperação que visa obter vantagens recíprocas, regulada por princípios que são escolhidos por sujeitos colocados numa siuação inicial que obedece às regras da equidade; no outro, A sociedade é vista como a administração eficiente de recursos sociais, que se destina a maximizar a satisfação do sistema de desejos construído por um espectador imparcial a partir de múltiplos sistemas individuais, aceites como dados. A comparação com o utlitarismo clássico, na sua derivação mais natural, põe em relevo esta contraposição» John Rawls, Uma Teoria da Justiça.
sábado, 15 de março de 2008
O drama do Mundo na essência da música.
A teoria da Justiça como equidade.
sexta-feira, 14 de março de 2008
As éticas teleológicas, para J.Rawls.
quinta-feira, 13 de março de 2008
O dever em abstracto: para quê?
A ética de John Rawls como deontologia.
quarta-feira, 12 de março de 2008
A justiça como equidade
«É razoável pensar que as partes na posição original são iguais. Isto é, todos gozam dos mesmos direitos no processo para a escolha dos princípios; todos podem apresentar propostas, submeter argumentos em seu favor, e assim por diante. É óbvio que o objectivo destas condições é representar a igualdade entre os seres humanos enquanto sujeitos morais, enquanto criaturas com uma concepção do seu próprio bem e capazes do sentido da justiça. A base da igualdade é constituída pela similitude entre a situação dos sujeitos quanto a este duplo aspecto. Os sistemas de objectivos não são ordenados segundo o seu valor e presume-se que todos os sujeitos têm a capacidade para agir de acordo com os princípios adoptados, quaisquer que eles sejam. Juntamente com o véu da ignorância, estas condições definem os princípios da justiça como aqueles aos quais sujeitos racionais, interessados em melhorar a sua situação e decidindo em posição de igualdade, sabendo que nenhum deles está benificiado ou prejudicado por contingências sociais ou naturais, dariam o seu consentimento» John Rawls, Uma Teoria da Justiça.
terça-feira, 11 de março de 2008
O efémero como presença criadora!
A virtude que transborda, isto é, não o desejo sempre insatisfeito e carente, incapaz de gozar e conservar nada do que conquista, com os olhos sempre cravados no prato do vizinho, incapaz de fazer frutificar, de saborear: esta é forma total de possuir algo sem conta nem medida; não isto, mas o poder do artista, do criador, do aventureiro, do amante, o poder que tudo transborda sem nada perder, o poder que está coeso consigo próprio, e que portanto desconhece o medo de se gastar e da insuficiência, a ambição e o cálculo: o poder é o que faz germinar, o que cria, o que conquista e que dá sem cessar e sem se diminuir..»Nietzsche, Vontade de Poder.
segunda-feira, 10 de março de 2008
O binómio:estado/sociedade.
- A ideia moderna de democracia, por mais evidente que nos possa parecer hoje em dia, permanece complexa, atravessada como está por profundos equívocos, que determinam o alcance propriamente político de uma referência a esta ideia.
- No entanto, nada nos força a ver nesses equívocos, necessariamente, uma fraqueza da ideia democrática:pelo contrário, se se souber captá-los, talvez a reflexão possa transformar essa tensão numa oportunidade suplementar para os ideais democráticos.--no sentido em que a noção moderna de democracia, por conter intrinsecamente em si a possibilidade de vários modelos políticos, pode e deve permanecer um polo de debates fecundos e, portanto, uma ideia viva.
- A fim de dar uma real consistência a esta perspectiva e mostrar como pode ela alimentar a filosofia política contemporânea, não é inútil regressar ao episódio que desempenhou, sem dúvida, o papel de charneira nas transformações da razão política moderna, isto é, a origem e a evolução do par Estado/sociedade.
- Não é difícil perceber até que ponto este par de conceitos é intimamente solidário da definição do ideal democrático.Com efeito, é claro que--supondo-se que este par tenha sido produzido sob a forma de uma distinção entre a sociedade, como conjunto de interesses particulares, e o Estado como instrumento ou garante da sua coesão--a maneira como serão concebidas as relações entre os dois termos determinará dispositivos políticos completamente diferentes: num dos extremos, a redução da sociedade ao Estado fundará filosoficamente o projecto de um socialismo de Estado, ou mesmo totalitário, no interior do qual o Estado se tornaria a instância que pretenderia organizar, controlar e, em definitivo absorver a sociedade; no outro extremo, a redução do Estado à sociedade funda , sempre ao nível dos princípios filosóficos, o projecto anarquista de uma supressão total do Estado em proveito de uma socidade supostamente harmoniosa por si mesma।
- De certa maneira a ideia democrática descobre a sua consistência, se é que descobre, na determinação de um meio-termo entre estes extremos e, portanto, na concepção de uma irredutibildade recíproca dos dois termos: nem a dissolução anarquista do Estado na sociedade, nem a absorção totalitária do Estado na sociedade, mas a fórmula de uma autonomia da sociedade em relação ao Estado, que corresponde no próprio princípio, ao reconhecimento de semelhante irredutibilidade. H. da filosofia Política, 4, Direcção de A. Renault
sexta-feira, 7 de março de 2008
Percursos da liberdade
Esta definição de liberdade política como potencial libertação face à política não nos foi incutida só pelas experiências porque aparentemente passamos; ela desempenhou também um grande papel na história da teoria política. Sem ir mais atrás, basta-nos pensar nos pensadores políticos dos séculos XVII e XVIII que, frequentes vezes, identificaram simplesmente a liberdade política com a segurança. Para estes, o mais alto propósito da política « a finalidade do governo» era garantir a segurança; e a segurança, por sua vez, tornava possível a liberdade, e a palavra «liberdade» designava a quintessência de um leque de actividades que ocorriam fora da esfera política. Mesmo Montesquieu, embora tivesse uma concepção da política, não apenas diferente, mas mais elevada do que a de Hobbes ou de Espinosa, chegava, por vezes, a identificar a lberdade política com a segurança. A ascensão das ciências políticas e sociais nos séculos XIX e XX alargou ainda mais o fosso entre a liberdade e a política: pois o governo, que desde o início da Idade Moderna havia sido identificado com o domínio total do político, era agora considerado como o protector não propriamente da liberdade mas do processo vital, dos interesses da sociedade e dos seus sindivíduos. A segurança continuava a ser o critério decisivo, não a segurança do indivíduo contra a «morte violenta» como em Hobbes [para quem a condição de toda a liberdade consistia em estar livre do medo], mas uma segurança que devia assegurar que o processo vital da sociedade como um todo se desenvolvesse sem perturbaçõs. Este processo vital não é limitado pela liberdade, seguindo ao invés uma necessidade que lhe é imanente; e só se pode chamar livre no sentido em que dizemos de um rio que ele flui livremente. Aqui a liberdade não representa sequer o objectivo não-político da política, mas um fenómeno marginal-que de certo modo marca o limite que o governo não pode ultrapassar a menos que estejam em causa a própria vida e os seus interesses e necessidades imediatas.
Assim, para além de nós, que temos motivos próprios para desconfiar da política no que respeita à liberdade, também toda a Idade Moderna divorciou a política da liberdade. Eu podia até recuar mais ainda no passado e evocar velhas memórias e tradições. O secular conceito de liberdade anterior à Idade Moderna insistia em separar a liberdade dos súbditos de qualquer participação directa na governação; « a liberdade e a libertação» do povo «consiste em ser governado por leis», pelas quais a sua vida e os seus bens possam melhor pertencer-lhe; e não em participar do governo, que é coisa fora da sua competência-como Carlos I resumiu no discurso que pronunciou no patíbulo Não foi por um desejo de liberdade que o povo exigiu ter parte na governação ou ser admitido na esfera política, mas por desconfiança em relação a esses que tinham poder sobre a sua vida e os seus bens. De resto a concepção cristã de liberdade política nasceu da suspeita e da hostilidade dos primeiros cristãos em relação à esfera política enquanto tal e de cujas preocupações desejavam ser isentados a fim de serem livres. E esta libertação cristã em prol da salvação, foi precedida, como já sabemos, da abstenção da política defendida pelos filósofos como pré-requisito de um modo de vida mais livre e mais alto--a vida contemplativa. Hannah Arendt, Entre O Passado e O Futuro.
quarta-feira, 5 de março de 2008
Relações entre liberdade e política?
É claro que a liberdade não caracteriza todas as formas de relacionamento humano nem todos os tipos de comunidade. Onde os homens vivem em conjunto sem formarem um corpo político-como acontece por exemplo nas sociedades tribais ou na privacidade do lar-os factores que regem a sua acção e a sua conduta são, não a liberdade, mas as necessidades da vida e as preocupações relacionadas com a sua preservação. Além disso, onde o mundo-feito-pelo- homem não se converte em cenário para o discurso e para a acção-como nas comunidades governadas de modo despótico, que expulsam os seus súbditos Para a estreiteza do lar e assim impedem a formação de uma esfera pública politicamente garantida, a liberdade fica sem espaço onde emergir. Claro que pode sempre habitar no coração dos homens como desejo ou vontade ou esperança ou anseio; mas o coração humano, como todos sabemos, é um local bastante escuro, e o que quer que aconteça na sua obscuridade dificilmente pode ser considerado um facto demonstrável. A liberdade enquanto facto demonstrável coincide com a política e as duas estão intimamente relacionadas.
Contudo, e à luz da nossa experiência actual, é precisamente esta coincidência entre política e liberdade que não podemos tomar como garantida.A ascensão do totalitarismo, a sua reivindicação de ter subordinado todas as esferas da vida às exigências da política e a sua permanente insistência em não reconhecer direitos civis, principalmente o direito ao privado e ao alheamento da política leva-nos a pôr em dúvida não só essa coincidência entre política e liberdade, mas até à própria compatibilidade de ambas. Tendo visto como a liberdade desapareceu sempre que as chamadas considerações políticas se impuseram a tudo o resto, nós hoje tendemos a crer que a liberdade começa onde a política acaba. No fim de contas não estará certo aquele credo liberal que afirma«Quanto menos política, mais liberdade?» Não é verdade que quanto menor for o espaço ocupado pela política maior é o campo deixado à liberdade? Pois não teremos nós razão em medir a extensão da liberdade em cada comunidade pelo espaço que esta concede a actividades aparentemente não-políticas, como o livre empreendimento económico, a liberdade religiosa, de ensino, ou no âmbito da actividade intelectual ou cultural? Não será verdade, como todos de algum modo acreditamos, que a política só é compativel com a liberdade porque, e na medida em que, garante a possibilidade de nos libertarmos da política? Hannah Arendt, Entre o Passado e o Futuro.
terça-feira, 4 de março de 2008
Filosofia utilitarista?
O utilitarismo possui duas dimensões essenciais. Em primeiro lugar, O seu critério do bem e do mal, à semelhança do epicurismo, é definido por um valor único, a felicidade ou o bem-estar[welfare] de todos os seres capazes de sentir prazer ou dor. O termo «utilidade» deve, pois, ser consideravelmente alargado a tudo o que proporciona satisfação sem ser necessariamente«utilitário» e perde qualquer conotação de instrumentalidade ou de neutralidade relativamente ao fim visado. O imperativo moral visa a utilidade total, calculada como um saldo líquido das satisfações relativamente às desvantagens, valendo todos o mesmo e sendo tratados de maneira imparcial.
O utilitarismo é, por outro lado, e esse é um aspecto essencial, um consequencialismo que se opõe à intervenção de critérios a priori para julgar a acção. Critica uma moral de tipo deontológico[ a de Kant em particular] na qual princípios morais independentes e a priori, intuitivamente conhecidos, outorgam ao acto o seu carácter moral, sem que entrem em linha de conta as consequências observáveis do acto e a avaliação destas. Mais precisamente é o acto e não a pessoa do agente ou o seu «carácter que é objecto de avaliação moral. Como recorda muito claramente Mill, no capítulo II do Utilitarismo, a própria doutrina de Kant só pode ter sentido, se se examinar não apenas a vontade, «boa» ou não do agente, mas também as consequências da sua acção para a felicidade geral. «Para que O princípio de Kant», escreve Mill, «tenha algum significado, é necessário interpretá-lo como se enunciasse que devemos conformar a nossa conduta com uma regra que todos os seres racionais poderiam adoptar com benefício para o seu interesse colectivo».- H. da Filosofia Política 4- Direcção de A.Renault
segunda-feira, 3 de março de 2008
A voz do coro trágico!
Ó Gentes de Tebas, meus concidadãos, olhai para Édipo,
Ele que com seu génio resolveu os famosos enigmas,
E que ascendeu ao poder, um homem todo-poderoso,
Quem podia contemplar sem invejar sua grandeza?
Vede, agora, em quão negra vaga de horrores ele se afundou.
Pois enquanto aguardamos, vigilantes, o derradeiro dia,
Ninguém é feliz, até que a morte nos salve, dos males da vida.
Sófocles, Rei Édipo
domingo, 2 de março de 2008
Saír da mediocridade?
sábado, 1 de março de 2008
A arte de compreender e partilhar?
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
A vida como vontade de poder?
"Escutai agora as minhas palavras sábios ilustres. Vêde se examinei bem a vida até ao fundo, até às últimas pregas do seu coração. Em todo o lado onde encontrei vida, encontrei a vontade de dominar, e mesmo na vontade do servidor, encontrei a vontade de ser senhor.
Se o fraco serve o forte, a isso é levado pela sua vontade que, por sua vez, se quer tornar senhora de outros mais fracos do que ela; é esse o único prazer a que não pode renunciar.
E, tal como o inferior cede ao superior, a fim de ter por sua vez o prazer de dominar o que está abaixo, também o maior entre todos se devota por sua vez e arrisca no jogo a sua própria vida.
Quando o maior de todos entra por sua vez na liça, toma sobre si o risco e o perigo, e trava com a morte uma partida de dados.
E sacrifícios, serviços prestados, amorosos olhares, são ainda manifestações da vontade de poder. Por ínvios caminhos, o mais fraco insinua-se na praça forte e avança até ao coração do poderoso; e aí lhe toma o seu poder,
Eis o segredo que a vida me confiou: «Vê, disse-me ela, sou o que é obrigado a ultrapassar-se a si própria até ao infinito» Nietzsche, Assim Falava Zaratustra.
Transbordância?
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
O preço da liberdade!
É a semente fértil e a terra cultivada
como a fusão amorosa entre ambas
até a vida se extasiar plasmada;
...
a actividade e o impulso do renascer
como ascensão no movimento das coisas
ao triunfo do que ainda não é mas pode ser;
...
Luís Lourenço; Poética do instante filosófico
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
A vida como fenómeno estético?
O poder da Interrogação

***
É o voo da especulação e um espelho ao Universo
onde toda a aparência é mais do que isso
e todo o saber se torna controverso;
...
a claridade e o fogo da mudança
que renascem no ser quando é urgente
e o inflamam numa auréola de esperança;
...
a contradição e a identidade
que se espicaçam uma à outra
como o instante à eternidade;
...
Luís Lourenço, Poética do instante filosófico.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Verdade ou desencanto?
domingo, 24 de fevereiro de 2008
O lado cruel da existência?
liberdade encantada!
Transformei-te num corpo e vi-te num sonho.
Deste-me na lua os raios brilhantes de uma fantasia,
Que quando esquecer volta a ser poesia!
Ergui-te com força na sombra da mente.
Voltei a erguer-te com paixão ardente!
Só sonhei contigo mas encontrei toda a gente!...
Luís Lourenço
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Violações do direito à justiça?
"Assim, os casos de injustiça mais flagrantes e que provocam mais intensamente a marca de repugnância característica do sentimento de injustiça, são os actos de agressão injustificada ou os de abuso de poder sobre outros; e, a seguir, os actos que consistem na recusa arbitrária de reconhecer a cada um o que lhe é devido" John Stuart Mill, Utilitarismo.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
liberais e conservadores?
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Símbolos da alegoria da caverna!
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Decadência?
Tanta mediocridade que existe no mundo!
E é assim que a Humanidade vai indo ao fundo.
Da mais mesquinha, nunca se purifica a História,
e na mais gananciosa, se vai destruindo à mesma,
sem glória... Mas assim desperdiçada,
como chegará Ela à vitória
antes de ser tarde demais
e sonhar ainda acordada!..
Luís Lourenço
O sim absoluto à vida.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
o eterno retorno
Guardemo-nos de acreditar que o Universo tenha uma tendência para alcançar certas formas, que aspire a ser mais belo, mais perfeito, mais complicado, isto é puro antropomorfismo...Se o devir é um vasto círculo, tudo é igualmente precioso, eterno, necessário, e, portanto, o eterno retorno aplica-se eternamente a uma mesma e idêntica vida, não a uma vida melhor ou parecida, mas a uma mesma e idêntica vida, tanto no grande como no pequeno. Nietzsche; Vontade de Poder
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
liberdade e livre arbítrio.
Para a história do problema da liberdade, a tradição cristã tornou-se o factor decisivo. Nós equiparamos quase automáticamente a liberdade ao livre arbítrio, ou seja, a uma faculdade virtualmente desconhecida para a Antiguidade Clássica[...] A razão para este facto perturbador está em que na Grécia como na Roma antigas, o conceito de liberdade era exclusivamente político, era a quinta-essência da cidade-estado e da cidadania. De tal modo assim era que a nossa tradição de pensamento político, iniciada com Paménides e Platão, foi fundada explicitamente contra essa polis e a sua cidadania. O modo de vida do filósofo era entendida como a antítese da bios politikos, o modo de vida político . A liberdade, o verdadeiro centro da política tal como os gregos a entendiam, era portanto uma ideia que, quase por definição, não entrava no quadro da filosofia grega. Só quando os primeiros cristãos, e S. Paulo em particular, descobriram uma espécie de liberdade que não tinha qualquer relação com a política, é que o conceito de liberdade pôde entrar na história da filosofia. A liberdade tornou-se um dos principais problemas filosóficos quando passou a ser vivida como algo que acontece na relação entre eu e eu-mesmo , fora das relações entre os homens. Liberdade e livre arbítrio tornaram-se conceitos sinónimos e a presença da liberdade era vivida em completa solidão. Hannah Arendt, Entre o Passado e o Futuro.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
A liberdade como princípio do agir.
A liberdade como inerente à acção é talvez mais bem ilustrada pelo conceito de virtù de Maquiavel, a excelência com a qual o homem responde às oportunidades que o mundo abre perante ele sob a forma de fortuna. O significado que melhor a traduz é o de "virtuosismo" ou seja, uma excelência normalmente atribuída no terreno das artes interpretativas[diferentes das artes do fazer, que são criativas], onde o mérito está na própria execução, e não num produto final capaz de sobreviver à acção que o trouxe à existência e tornar-se independente dela. a virtuosidade da virtù em Maquiavel recorda-nos de certo modo o facto[muito provavelmente desconhecido de Maquiavel] de os gregos sempre terem usado metáforas como as de tocar flauta, dançar, curar e navegar para distinguir a política das outras actividades, significando isto que os gregos retiravam as suas analogias de artes em que o virtuosismo da execução é fundamental. Hannah Arendt, Entre o Passado e o Futuro.
sábado, 9 de fevereiro de 2008
Da persuasão à autoridade.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
A vida como energia primordial!
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Estética do trágico!
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
A natureza da autoridade.
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Crise de autoridade?
sábado, 2 de fevereiro de 2008
O que é a autoridade?
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
liberdade interior!
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
liberdade e política.
A liberdade do eu é derivativa?
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Faces da liberdade.
sábado, 26 de janeiro de 2008
Absoluta lucidez!
Luís Lourenço, Poética do Instante Filosófico.
O homem fora de si próprio!
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Jogos entre o conceito e a metáfora.!
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Frágil- mas preciosa- é a vida!
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Imperativo do eterno retorno!
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
O choque entre a verdade e o poder!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Riqueza da partilha.
É a arte de compreender onde não é correspondida
e a alegria da partilha onde se renova enriquecida
como a liberdade já não no Mundo perdida;
Coragem contra os véus da representação
dos que não se arriscam aos cumes da reflexão
por ficarem perdidos na vertigem da solução;
Viagens frágeis entre o ser e o pensar,
exaltantes como os navios no mar
e a filosofia o instante eterno a desbravar!...
Luís Lourenço, Poética do Instante Filosófico
domingo, 20 de janeiro de 2008
Despertar!
gira em invisível movimento. Mas à volta dos comediantes,
é a multidão que gravita, e também a glória;
e diz-se que assim vai o mundo. Nietzsche, Assim Falava Zaratustra
sábado, 19 de janeiro de 2008
A partir do cume!
aspirais a subir.
mas eu baixo os meus porque estou sobre
o cume.
Qual de vós será capaz de rir depois
de ter atingido o cume?
Aquele que escala os mais altos cumes,
ri dos jogos trágicos da cena como da
gravidade trágica da vida. Nietzsche, Assim Falava Zaratustra.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
A afirmação criadora!
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Alta disciplina!
E preferi desesperar a render-vos. Pois, em verdade , amo-vos por não saberdes viver neste presente, ó Homens superiores. Por isso sois aqueles que melhor viveis" Nietzsche, Assim Falava Zaratustra.
A alegria trágica da vida!
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
A fortaleza humana!
Amo aqueles que apenas são capazes de viver na condição de perecer, porque perecendo se superam.
Amo aqueles a quem cumula um grande dsprezo, pois em si trazem o respeito supremo, são flechas do desejo que se estende para a outra margem" Nietzsche, Assim Falava Zaratustra.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Vitalidade!
Um dia disse o ferro ao íman: É a ti que, acima de tudo odeio, pois me atrais, mas não és suficientemente forte para me reteres"Nietzsche-Assim Falava Zaratustra.
sábado, 12 de janeiro de 2008
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Grandeza de carácter
Sabedoria trágica!
como o enigma da esfinge no trágico herói
cuja sagacidade liberta mas enfeitiça e doi" Luís Lourenço, Poética do Instante Filosófico
Saber teórico e sabedoria trágica?
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Criatura e Criador!
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Decadência=não à vida
O sim pleno à vida
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
POÉTICA DO INSTANTE FILOSÓFICO.
DECLAMADO PELO POETA
Aos que lerem a minha "poética do instante filosófico" quero apelar para que não hesitem em enviar-me o feedbacK que considerarem necessário।Adquirir em http://www.livrosnet.com/