domingo, 3 de novembro de 2013

tocata a quatro ventos

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Abra o vídeo em écran inteiro-full screen...obrigado....Véu de Maya

domingo, 27 de outubro de 2013

paixão sublime

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Abra o vídeo em écran inteiro[full screen]...obrigado pelo carinho da presença...Véu de Maya

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Amo a luz das estrelas
Que me faz lembrar as artérias vermelhas
E os corações puros por desvendar;
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Amo o oceano profundo
Que me faz despertar nos rios de mim mesmo
As travessias sem fundo;
*
Amo a altitude das colinas
Que me faz desflorar arcos-íris
E abismos por trás das cortinas;
*
Amo a calma dos vales
Que me faz levitar nos ares
E nos voos tensos das aves;
*
Amo as vertigens do silêncio
Que nos abrem os oásis imensos
onde se poderiam plantar férteis pomares
 Neste abissal deserto;
*
E amo ainda mais aquele coração profundo 
Donde irradia toda a emoção do Mundo
E que tal como um eco é um amor sem fundo!...

Véu de Maya




quinta-feira, 24 de outubro de 2013

floresta virgem


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É o fio de luz sobre a névoa
Onde a vida abre clareiras
Até o fogo voltar às lareiras;
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É a vida em rodopio trágico
Onde tudo traz a alegria e a dor
Até chegar ao inevitável naufrágio;
*
É o mar e a ousadia dos navios
Na aventura de portos e amores
Até sonhar a liberdade em desafios;
*
É o destino do Universo
Na senda da força e da leveza
Que aflora em cada verso;
*
É a fonte do indizível 
Clara mas cifrada nos altares
 Dos arautos do intransponível;
*
É o voo sobre os cumes 
Que paira sobre oblíquos espelhos
Em lances de enigmas vermelhos;
*
É a calma sobre os vales
A seguir aos trágicos olhares
Plantada em férteis pomares;
*
É arco, flecha e visão,
Instante cruel e aspiração...
Fio de luz no punhal da vertigem,
*
Olhar que tudo devolve à origem...
Lupa que desvenda fendas
E o destino que borda as rendas...
*
Até que no caos que tudo enlaça
Se toque à profunda inocência
Na obscuridade do tempo que passa!...

Véu de Maya


domingo, 20 de outubro de 2013

Se a tua alma é de linho



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A sua presença traz vida  a este meu recanto de poesia....Desfrute bem e obrigado pelo carinho da visita...

Véu de Maya

sábado, 19 de outubro de 2013

Nas Brumas do Mar


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Entranha-te em mim, ó bruma do mar!
Toca-me pura como luar em sonata
E pássaro altivo nos anéis do destino
E teares de parca em fusos de linho...
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No cheiro das dores, há tanto pranto...
E nas praias do amor o mesmo encanto
E até velhos enigmas que agora canto.
*
Sopra-me forte, ó bruma do mar!
Afaga-te no vento e roda comigo...
E leva-me em anel nos teus véus a bailar
Até ser a orgia das vagas em fios de linho!...

Véu de Maya

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

mulher-felina



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Na tua bruma sou Sol
E na tua ilha, brisa no atol...
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Mas se te espreguiças na lua
E me atiras com volúpia a dançar!
*
Levo-te-felina-para o banho...
Só para me dizeres-pura e divina!...
*
Sou alma, sou corpo, sou tua,
Enrosca-te na minha aura...
 Levanta a tua poesia nua
E traz à minha vida o seu sal.

Véu de Maya


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

lábios de silêncio


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Trago-te, ó silêncio, eco imenso,
Nos véus do meu olhar...
E no teu livro sublime do Mundo
Que hei-de eu viver-rir ou chorar?
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Irei voar junto contigo,
Até ao seu último anel...
Serei em ti, águia velada,
E tu em mim serpente doirada;
*
Afagas em mim, o teu sonho liberto,
E eu em ti, pomares no incerto...
Por entre a colina e o deserto
Onde fica o altar mais profundo;
*
Voa longe de mim, mas voa alto...
Em baixo, não tenho longe nem perto.
*
Que Mundo nos pousarias nas mãos?
A não ser um abismo sem fundo...
Que este silêncio tange, entreaberto!...

Véu de Maya

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Chá das quatro estações

AS QUATRO ESTAÇÕES_ PAUL CÉZANNE


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Na volúpia dos teus olhos
Levanto véus delicados...
Mas é no capricho dos meus sonhos
Que colho os teus véus levantados.

Véu de Maya


domingo, 29 de setembro de 2013

Ah, vida! inocente nos teus braços.




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Ah, poeta! esses teus rasgos na ousadia de mim
Que em pétalas de versos andam pelos meus altares de cetim
Que aromas espalham do meu coração, sendo barcos a navegar,
Longe dos faróis com que os ilumino, altiva, no meu mar?
*
Ah, vida! estes meus lances são ventos de paixão e amor e laços,
Até onde me levas com alquimias incríveis por todos os lados,
Quando, ao entranhar-me no anel dos teus riscos e abraços,
Te tornas tão insondável e me entrelaças, inocente nos teus braços!
*
Ah, poeta! e porque te banhas em mim, nesse rasgo de bruma pura,
Que é de aventura criativa e solitária, mas sublime e dura?
Se nesses teus voos estou já eu, em véus de maya, enrolada a ti, tão perto,
Que não posso iludir-te mais nos enigmas do humano e do incerto!
*
Ah, vida!-mas, se és anel de todas as artes e liberdades,
E me envolves tão profunda nos teus laços,
Com o orgulho das superações e o desencanto dos fracassos,
Tal como num espelho de metáforas em utopias e vontades.
*
Que mais poderia o poeta, ao rasgar-te em mim,
 Senão sentir, para aquém da tua leveza efémera,
A tua fonte inefável, donde jorra um devir caótico, sem fim!...

Véu de Maya

ps-ligue a música do Francis Goya, enquanto escuta o poema, Obrigado pelo carinho da presença.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

domingo, 8 de setembro de 2013

segunda-feira, 29 de julho de 2013

ARCO E FLECHA...Pausa de Verão...Praia e Mar...


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É o desafio e a saída 
Que a palavra arranca à escuridão 
Até os trazer à luz do dia;
*
O círculo e o amor da criança
Que trazem ao ventre da mãe a grande dor... 
E o grito cósmico da esperança;
*
O destino subtil e a cúmplice parceria
Que deambulam pelos caminhos do mundo
Antes de subir aos versos telúricos da poesia;
*
O desejo e a rebeldia
Que enchem a vida dos sonhadores
Com noites claras e frescos de ousadia;
*
A liberdade e o combate
Que deleitam os homens nas colinas do olhar
E nos entregam aos impulsos do amor e da arte;
*
A aventura do ser e o jogo das miragens
Que trazem a festa à terra e as ilusões à vida
Como às árvores o festejo das folhagens;
*
O projecto e as invenções 
Que expraiando-se em aventuras livres
Se elevam ao cume das contemplações;
*
A eternidade e o êxtase do momento
Onde sonham as moradas do mundo
Como obras felizes e pérolas do pensamento;
*
É amor, paixão, desafio, alegria, dor e verdade
Névoa e claridade:
O fogo imortal da poesia...
*
Onde renasce contraditória e incerta 
A vida, essa orgulhosa rainha...
Que é o sentido do ser
Por amor à sua própria verdade!...

Véu de Maya


sexta-feira, 19 de julho de 2013

SOLITUDE


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É o silêncio e a força do pensamento
Onde o eterno se reconcilia com o efémero
E o volatiliza no que nele é simplesmente etéreo;
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A encruzilhada e os oraculares destinos
Onde o gesto criador se grava no eterno
Como os peregrinos se aprofundam nos seus caminhos;
*
A liberdade do ser e as correntes do não-ser
Onde a criação pura é flecha e pluma
Sobre o caos incerto e a sua bruma;
A fonte apetecível e a sua irradiação
Onde seja quem for que aí habite
Não pode deixar de pressentir o convite;
*
A querida entrada e a confortável estadia
Onde o cume da verdade, do sonho, e do mistério...
É amor donde nunca advém adultério;
*
A paragem e o sopro libertador
Onde ao instante vem a eternidade
E ao criador as metáforas da verdade;
*
O laço profundo e a sagrada comunhão
Onde o tempo que é usura e a eternidade que é sonho
Se fundem numa festiva e solene união;
*
É o silêncio e a força do pensamento
Onde o eterno e o efémero se entrelaçam a cada momento;
A criação pura flecha e pluma 
Sobre o caos incerto e a sua bruma...
*
Fonte, irradiação e convite
Paragem e sopro libertador...
Onde o tempo é instante e eternidade? 
E a passagem aspira a ser: Colina e Liberdade!...

Véu de Maya


domingo, 7 de julho de 2013

Ai,Vida-Ó Musa Minha!



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Aí vida!, porque te acenam com quimeras
Que já arderam em peregrinas febres
Mas nunca acenderam genuínas primaveras?
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Ai vida!, e porque te suspendem
Na leveza do seu voo ou na pureza do luar
Se-na tua raiz-és pomar e desafios e azar?
*
Ai vida!, e porque se orgulham de ti
Mas-ao florear-te assim-te enviesam por atalhos
Sem te amar no profundo dos teus laços
Onde o Azar é anel cifrado que a tudo flori?
*
Aí? ó musa altiva!-olhas-me sedutora
E jogas-me, no teu espelho, uma troça de vergonha
Na tua pose felina de imperscrutável feiticeira!
*
Mas agora contigo! sou só laços puros...
A espelhar-me nos teus olhares seguros
Que são de risos e dores 
Como espinhos em flores!
*
E fico assim-dentro de ti-
Como na embriaguez da paixão!
*
Até chegar a ser no teu mar
 O rio de tudo o que sou...
E tu em mim as forças imensas que o vento levou...
A paixão real efémera do meu sonho
A incendiar-se, a cada lance, no eterno do teu fogo!...

Véu de Maya

domingo, 16 de junho de 2013

Ah, Vida!-Nos teus véus efémeros




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Ah, poeta!- Quantos olhares e espelhos avistas tu?
Que nuns entreabres pomares altivos de colheita plena,
Mas noutros rasgas desertos sombrios e destilas-me nua
Como a angústia da insónia que se enrola à noite inteira!
*
Ah vida!- E em que alambiques te poderia decantar?
Se é nos teus eternos opostos que te sinto a florir e murchar,
 Por vagas de dor e euforias, sob um mar de alquimias incertas,
Tal como por entre as estrelas erram constelações secretas!
*
Ah, poeta!, Mas se sou véus em desafios e sonhos, 
Que é como nos teus versos, inocente, me arriscas!
Por que é que te jogas ainda no desenho dos meus rostos
Sem te cansares de olhar do deserto até aos pomares que avistas;
*
Ah, vida!, Mas se é nesses contra-partos eternos
 Onde te exploro pura como silêncio de estrelas em poesia...
Que tu és arco e flecha de cumes e vazios tão secretos:
Qual é o poeta que não ousaria acolher-te no teu fogo
Como ao mar alto os navios na sua intrepidez vadia!...

Véu de Maya

terça-feira, 11 de junho de 2013

POESIA DOS OLHOS


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Os teus olhos são tão lindos!
Lindos, como espelhos de Deus... 
Que enquanto forem assim purinhos
Sonham reflectidos nos meus;
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O teu olhar é tão brilhante! 
Que nunca me canso de olhar...
Brilha nele um sonho distante
Tal como uma pérola no mar;
*
Quando orbitam enevoados
Teus olhos se eclipsam para dentro!
E é nesse singular momento 
Que o Sol os toca apaixonados;
*
Teu olhar é um riacho da vida
Onde brinca a liberdade...
É como borboleta colorida
Onde se joga a felicidade!
*
Mas o que mais toca no fundo 
Não é o brilho do teu olhar...
Mas o teu olhar profundo
Que é como os faróis no mar!...

Véu de Maya


segunda-feira, 3 de junho de 2013

AH VIDA! NA EMBRIAGUEZ DOS TEUS LAÇOS



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Ah, vida! porque giras tão forte nos meus versos?
Nesses trajes de fadista sedutora em tons diversos,
Até quando me esquivo em mim de arder nos teus laços,
 Mas incapaz de resistir à embriaguez flagrante dos teus fados!
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Ah, poeta! e gostarias tu, que até antes das quimeras,
Com que te enfeitiço como frescura selvagem em viço de heras,
Te entregasse ao peso dos meus andares e desafios
Sem primeiro te afagar na leveza voraz dos meus suspiros?
*
Ah, vida!-mas que gozo o teu, no espelho de mim,
E como poderia eu escapar às tuas irrupções sem fim!
Antes de mergulhar nas tuas esculturas eternas,
Como cabem na força das máscaras personagens inteiras.
*
Ah, poeta!- Mas se sou alquimia de fogo nos teus versos,
Em metáfora pura do destino humano em desafios diversos,
É porque me levanta, ser no teu rio, a colina dos teus olhos
E tu, no meu mar, o barco altivo dos meus rostos!..


Véu de Maya