
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
PERSONALIDADE E AUTO-ESTIMA

domingo, 14 de setembro de 2008
PSICOLOGIA DA NATUREZA HUMANA?
Nós só sentimos agrado para com os semelhantes-ou seja, pelas imagens de nós próprios-quando sentimos comprazimento connosco. E quanto mais estamos contentes connosco, mais detestamos o que nos é estranho: a aversão pelo que nos é estranho está na proporção da estima que temos por nós. É em consequência dessa aversão que nós destruímos tudo o que é estranho, ao qual assim mostramos o nosso distanciamento.
Mas o menosprezo por nós próprios pode levar-nos a uma compaixão geral para com a humanidade e pode ser utilizado, intencionalmente, para uma aproximação com os demais.
Temos necessidade do próximo para nos esquecermos de nós mesmos: o que leva à sociabilidade com muita gente.
Somos dados a supor que também os outros têm desgosto com o que são; quando isto se verifica, então recebemos uma grande alegria: afinal estamos na mesma situação.
E tal como nos vemos forçados a suportar-nos, apesar do desgosto que temos com aquilo que somos, assim nos habituamos a suportar os nossos semelhantes.
Assim, nós deixamos de desprezar os outros; a aversão para com eles diminui, e dá-se a reaproximação.
Eis porque, em virtude da doutrina do pecado e da condenação universal, o homem se aproxima de si mesmo. E até aqueles que detêm efecivamente o poder são de considerar, agora como dantes, sob este mesmo aspecto: é que "no fundo, são uns pobres homens"
Nietzsche, Vontade de Poder II
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
NATUREZA HUMANA
Este quadro é considerado a primeira obra "surrealista" do pintor quinta-feira, 11 de setembro de 2008
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
AFORISMOS DE NIETZSCHE

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"Escala métrica para todos os dias.-Raramente nos enganaremos se reportarmos as nossas acções extremas à vaidade, as medíocres ao hábito e as mesquinhas ao medo" ;
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terça-feira, 9 de setembro de 2008
OLHAR DE LINCE?

domingo, 7 de setembro de 2008
NÃO ME PEÇA DEFINIÇÂO
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sábado, 6 de setembro de 2008
MULHER
Mulher, és lírio do campo;
és ave linda, no céu!
Deus te criou, inspirado,
para o mais lindo papel:
teus perfumes, tantas cores
tu`alma doce, teu véu
de amores tantos, tamanhos,
das paixões, um carrocel;
És, mulher, tanta beleza,
és quem traz as novas vidas;
tu és, mulher, natureza,
em emocões coloridas.
És ombro amigo e sincero,
és, do meu leito, o dossel
o fruto que eu amo e quero
és minh`agua, meu farnel
*
Mas és, mulher, muito mais:
espírito sublimado,
coração que se desdobra,
a mãe que ama e não cobra,
a irmã que está do meu lado;
do porto seguro, és cais
alfama da marujada,
a lua, na madrugada.
És o bem que Deus criou:
o ventre da natureza ,
a sintaxe da beleza,
a semântica da dor.
Porém, O Pai te outorgou
maturidade e ternura:
és a dádiva mais pura
que Deus ao mundo legou.
POEMA DE JOÃO DA SILVA
em http://wwwrenatacordeiro.blogspot.com/
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
É BEM POSSÍVEL

terça-feira, 2 de setembro de 2008
O MEU RIO
domingo, 24 de agosto de 2008
CATARSE GUERREIRA

explosão de contrários
jogo divino em fogo criado
e luta eterna, sem descanso e sem fim
imortal e sem medida!
e na explosão festiva da alegria da vida
onde canta a música
e sonha festa e a poesia
que trazem de volta o sal à vida,
como jogos de musas
e mistérios na claridade dos dias!***Eras festa imensa
e fogos puros de artifícios,
eras nascente de aventura livres,
e berço de viagens sem precipícios !***Mas vestiste de tragédia,
cega, feia, horrível e real,
as múltiplas vidas que perderam
a fonte dos sonhos vitais
em jogos absurdos
desesperados, fatais!***
De tragédia bonita e real,
com viagens flutuantes de vida,
e correntes de Sol e fantasia!
caíste, abrupta e absurda, na morte real,
e no caos profundo, vergonhoso e letal,
abriste assim mais um sepulcro
para a poesia!***E na voragem cega da guerra,
que crianças e jovens,
que mulheres e homens,
que a todos levaste fora do tempo,
como falas agora da sua inocência?
que fechaste em manto tão triste!***Poderás ainda errância dionisíaca do mundo,
lugar dos sonhos, das dores e das elegias
trazer de volta o fulgor da vida
ao berço das inspirações
e libertá-la com raios profundos
da destruição e das escravas submissões? ***Ai! se tudo isto nada mais fosse
que um sonho!
ainda que o sonho de uma elegia!
Ah! como tudo isto imaginaria
trazer de volta à terra humana
acima do luto e do pesadelo e da dor
a vida, a festa e a poesia!...
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
INTERLÚDIO REFLEXIVO

sem moral ou sentimento
e invades as fronteiras de tempos inverosímeis
e fazes perder a fé nos vitupérios!
Lança em cada palavra um desafio
e diz a cada homem que o silêncio
jamais será vazio!...
segunda-feira, 14 de julho de 2008
FORÇAS ACTIVAS

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"Paixões afirmativas: a altivez, a alegria, a saúde, o amor sexual, a hostilidade e a luta, o respeito, os belos gestos, as boas maneiras, a vontade forte, a disciplina intelectual, a vontade de poder, o reconhecimento para com a terra e a Vida, tudo o que é rico e ofertante, tudo o que faz jus à vida -o que a doura, eterniza e diviniza-todo o poder das virtudes que nos transfiguram; tudo o que aprova, afirma, diz sim em palavras e em actos"
Nietzsche, Vontade de Poder II
terça-feira, 8 de julho de 2008
SELO DE AMIZADE

quinta-feira, 3 de julho de 2008
A MORALIDADE ATÉ AOS NOSSOS DIAS?

"O primeiro signo de que o animal se transformou em humano é quando os seus actos já não se confinam ao bem-estar momentâneo mas elevam-se a coisas duráveis, por conseguinte, o homem procura a utilidade, a apropriação com uma finalidade:é a primeira eclosão do livre governo da razão .Um nível superior é atingido quando age de acordo com o princípio da honra; graças a ele disciplina-se e submete-se aos sentimentos comuns, o que o eleva muito acima da fase em que a utilidade, entendida apenas pessoalmente, era o seu único padrão; ele honra e quer ser honrado, isto é, ele concebe o útil conforme a sua opinião acerca do outro e a opinião do outro acerca dele.Finalmente, age no nível mais elevado da moralidade até aos nossos dias, de acordo com a sua própria medida das coisas e dos homens; quer para ele e para os outros o que é honorável, o que é útil; tornou-se legislador de opiniões, segundo a concepção sempre cada vez mais desenvolvida do útil e do honorável. A ciência torna-o capaz de preferir o mais útil, isto é, a utilidade geral duradoira à utilidade pessoal, a preferência respeitosa de um valor geral duradouro ao do momento: vive e age como indivíduo colectivo.
Nietzsche, Humano, Demasiado Humano, I
quarta-feira, 2 de julho de 2008
VERDADES DE FACTO: PORQUE SÃO FRÁGEIS?

segunda-feira, 30 de junho de 2008
VERDADE E POLÍTICA
óleo sobre madeira, 68,5 x 118 cm, Viena, Kunsthistorisches Museum"A marca da verdade de facto, aquela que a torna prioritária para o pensamento político, é a possibilidade de poder ser desvirtuada pela falsidade deliberada ou vulgar mentira, aspecto bem diferente dos erros e das confusões que também podem ocorrer no quadro do seu estabelecimento e registo histórico; e se a vigilância quanto á forma como é estabelecida, em termos da imparcialidade histórica, é lógicamente necessária, torna-se ainda mais difícil e sobretudo perigosa, quando é pervertida ou negada com propósitos esvaziadores da própria essência da actividade política, razão pela qual é imperativo para o pensamento político, mantê-la sob o foco da crítica" Hannah Arendt, Verdade e Política.
domingo, 29 de junho de 2008
QUADRAS DA MINHA MÃE

Já não tenho pai nem mãe
Nem nesta terra parentes
Sou filha das tristes ervas
E neta das águas correntes
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Quem tem janelas de vidro
Não pode atirar pedradas
Eu fui atirar às vossas
E achei as minhas quebradas
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Azeitona miudinha
Que azeite podes dar
Homem pobre e sem dinheiro
Que amores hás-de arranjar
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Mais quero amar uma pedra
Do que amar teu coração
Uma pedra não me foge
E tu foges-me sem razão
Tradição Popular
sábado, 28 de junho de 2008
NIETZSCHE: IDEIAS POLÉMICAS
Óleo sobre tela 61 x 74, Paris Museu de Orsay"O que eu combato: a excepção que contesta a regra, em lugar de compreender que a manutenção da regra é que dá valor à excepção";
"Neste século de sufrágio universal, em que cada um se sente autorizado a ajuizar de todos os indivíduos e de todas as coisas, sinto-me pressionado para restaurar a hierarquia";
"Há um erro deveras popular: o de ter a coragem das próprias convicções, quando o que importa é ter a coragem de atacar as próprias convicções";
Nietzsche; Vontade de Poder
