segunda-feira, 15 de setembro de 2008

PERSONALIDADE E AUTO-ESTIMA

A MEMÓRIA _RENÉ MAGRITTE
MODOS DE CONSTRUIR UMA PERSONALIDADE, ou os oito problemas principais:
Queremos simplificar-nos , ou diversificar-nos?
Queremos ser mais felizes, ou mais indiferentes à infelicidade e à desgraça?
Queremos ficar mais satisfeitos connosco, ou mais exigentes e mais impiedosos?
Queremos tornar-nos mais amigáveis, mais indulgentes, mais humanos, ou mais desumanos?
Queremos ser mais prudentes ou mais impulsivos?
Queremos atingir um fim, ou evitar todos os fins-como, por exemplo, faz o filósofo para o qual toda a espécie de fins tresanda, despropositadamente, a limites impostos, mesquinhez, prisão, toleima?
Queremos ser mais respeitados e mais importantes, ou mais desconsiderados?
Queremos tornar-nos tiranos ou impostores? Pastores ou carneiros?

Nietzsche, Vontade de Poder II

domingo, 14 de setembro de 2008

PSICOLOGIA DA NATUREZA HUMANA?

O JOGADOR SECRETO_RENÉ MAGRITTE

Nós só sentimos agrado para com os semelhantes-ou seja, pelas imagens de nós próprios-quando sentimos comprazimento connosco. E quanto mais estamos contentes connosco, mais detestamos o que nos é estranho: a aversão pelo que nos é estranho está na proporção da estima que temos por nós. É em consequência dessa aversão que nós destruímos tudo o que é estranho, ao qual assim mostramos o nosso distanciamento.

Mas o menosprezo por nós próprios pode levar-nos a uma compaixão geral para com a humanidade e pode ser utilizado, intencionalmente, para uma aproximação com os demais.

Temos necessidade do próximo para nos esquecermos de nós mesmos: o que leva à sociabilidade com muita gente.

Somos dados a supor que também os outros têm desgosto com o que são; quando isto se verifica, então recebemos uma grande alegria: afinal estamos na mesma situação.

E tal como nos vemos forçados a suportar-nos, apesar do desgosto que temos com aquilo que somos, assim nos habituamos a suportar os nossos semelhantes.

Assim, nós deixamos de desprezar os outros; a aversão para com eles diminui, e dá-se a reaproximação.

Eis porque, em virtude da doutrina do pecado e da condenação universal, o homem se aproxima de si mesmo. E até aqueles que detêm efecivamente o poder são de considerar, agora como dantes, sob este mesmo aspecto: é que "no fundo, são uns pobres homens"

Nietzsche, Vontade de Poder II

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

NATUREZA HUMANA

O JÓQUEI PERDIDO_RENÉ MAGRITTE, 1926Este quadro é considerado a primeira obra "surrealista" do pintor

OBEDECER AOS PRÓPRIOS SENTIMENTOS? Arriscar a vida ao ceder a um sentimento generoso, ou a um impulso de momento, isso não caracteriza um homem; todos são capazes de fazê-lo; neste ponto, um criminoso, um bandido, um corsário, superam um homem honesto.
O grau de superioridade é vencer em si tal elã e realizar o acto heróico, não por impulso, mas friamente, ponderadamente, sem a expansão do prazer que o acompanha; outro tanto acontece com a piedade: ela há-de ser habitualmente filtrada pela razão, caso contrário, é tão perigosa como qualquer outra emoção. A docilidade cega perante uma emoção-tanto importa que seja generosa ou perigosa como odiosa-é causa dos piores males.
A grandeza de carácter não consiste em não experimentar emoções; pelo contrário, estas são para experimentar no mais elevado grau; a questão é controlá-las, e ainda assim, havendo prazer em modelá-las, em função de algo mais.

Nietzsche, Vontade de Poder vol. II-Res- Editora

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

AFORISMOS DE NIETZSCHE

O LIBERTADOR_RENÉ MAGRITTE, 1947
*

"Escala métrica para todos os dias.-Raramente nos enganaremos se reportarmos as nossas acções extremas à vaidade, as medíocres ao hábito e as mesquinhas ao medo" ;
*
"Subtileza da vergonha.-Os homens têm vergonha não por terem pensamentos vis, mas por imaginarem que os julgam capazes destes pensamentos reles";

*
"Sinal de incompatibilidade.-O índice mais forte de incompatibilidade entre duas pessoas é quando ambas falam reciprocamente com um grãozinho de ironia mas nem uma nem outra sentem esta ironia.";
*
"Ofender e ser ofendido-É mais agradável ofender e pedir perdão em seguida do que ser ser ofendido e ter de perdoar depois. O primeiro deixa uma marca de poder e a seguir de bondade de carácter; o segundo que não quer passar por inumano sente-se obrigado a perdoar; o gozo [reles] de humilhar o outro não tem contrapartida nesta obrigação";


Nietzsche, Humano Demasiado Humano

terça-feira, 9 de setembro de 2008

OLHAR DE LINCE?

O IMPÉRIO DAS LUZES_RENÉ MAGRITTE
***
O narrador -Quem conta uma história deixa facilmente transparecer se a conta porque a acha mesmo interessante ou porque quer ser interessante. No último caso, tende a exagerar, a usar superlativos e outros expedientes similares. Assim sendo, conta-a mal porque sonha menos com a história do que com ele próprio";
***

"O declamador.-O que declama em voz alta poemas dramáticos faz descobertas curiosas sobre o seu carácter: encontra em certas cenas e situações a sua voz mais natural do que noutras, por exemplo, no que é patético e cómico, enquanto na vida comum não teria essa ocasião para a paixão e para a comédia" ;

***
Os Complacentes.-As naturezas complacentes, prontas a todo o instante para socorrer o infortúnio alheio, raramente são fertilizantes : pois perante a felicidade do outro já não têm que fazer, sentem-se supérfluas, deixam de sentir superioridade e facilmente ostentam despeito"

Nietzsche, Humano, Demasiado Humano

domingo, 7 de setembro de 2008

NÃO ME PEÇA DEFINIÇÂO

PLANTA TAILANDESA ...oferecida por Mariz ://www.soupoeluz.blogspot.com


Não me peça definição
se branco ou preto
que eu fico com o arco-iris
se quero ou não
que eu venho com um talvez
*
Minha única certeza
é que tenho dúvidas às dúzias
dos tempos prefiro o indefinido
e dos pontos o de interrogação.
*
Você dirá que sou do contra
e faço tudo de pirraça...
Posso até concordar
de tanto que detesto
discussão e bate-boca
*
Nosso caminho está cheio de escolhas, é certo
e quem for esperto logo acha a saída do labirinto
mas como em outra encarnação
devo ter sido um monge tibetano
não acredito muito em livre-arbítrio
e na capacidade de mudar o mundo
*
Quantas vezes não desviaram o curso dos rios
e veja só o desastre ecológico que deu...
*
No auge da confusão
fico esperando que os rolos mais cabeludos
se resolvam por si
*
obedecendo a não sei que lei
-provavelmente à do acaso, do caos
ou então à anti-lei de Murphy
Em matéria de esperar
como mulher nasci esperando
e se o sinónimo de paciência é Jó
aposto que houve alguma Jóana
que ganhava dele de longe mas
nem a Bíblia nem os historiadores registaram
Que lapso!
*
Estou vendo o dia
em que acabarei como vovó
na cadeira de balanço
enrolada num xale
olhando tranquila a bagunça em volta
como quem nada quer
esperando mais uns séculos
pelo dia em que um homem
-enfim-entenda uma mulher!

POEMA DE RENATA P.M. CORDEIRO

sábado, 6 de setembro de 2008

MULHER

VÉNUS VENCE MARTE_SANDRO BOTTICELLI

Mulher, és lírio do campo;

és ave linda, no céu!

Deus te criou, inspirado,

para o mais lindo papel:

teus perfumes, tantas cores

tu`alma doce, teu véu

de amores tantos, tamanhos,

das paixões, um carrocel;

*

És, mulher, tanta beleza,


és quem traz as novas vidas;


tu és, mulher, natureza,


em emocões coloridas.


És ombro amigo e sincero,


és, do meu leito, o dossel


o fruto que eu amo e quero


és minh`agua, meu farnel

*

Mas és, mulher, muito mais:

espírito sublimado,

coração que se desdobra,

a mãe que ama e não cobra,


a irmã que está do meu lado;


do porto seguro, és cais


alfama da marujada,


a lua, na madrugada.

*

És o bem que Deus criou:


o ventre da natureza ,


a sintaxe da beleza,


a semântica da dor.


Porém, O Pai te outorgou


maturidade e ternura:


és a dádiva mais pura


que Deus ao mundo legou.


POEMA DE JOÃO DA SILVA

em http://wwwrenatacordeiro.blogspot.com/





quinta-feira, 4 de setembro de 2008

É BEM POSSÍVEL

O ESPELHO FALSO_RENÉ MAGRITTE

É bem possível que só eu exista
Na redoma deste mundo
E o resto seja aparição já vista
Ou má pintura de cenário sem fundo

Assim se explicaria não ter eco
A parede sonora que inventei
Nem me reconhecer no rastro seco
Dos gestos e palavras que amei

Duvido
que me seja evidente o ser que sou
Porém pensar em ti é ter seguro
Outro Universo inteiro onde não estou

POEMA DE JOÃO MARTIM





terça-feira, 2 de setembro de 2008

O MEU RIO

O MEU RIO Foto de Ana Rita Seirôco


No teu Sorriso...
Deixo o meu olhar suspenso no teu Sorriso...
A lua mergulhada no silêncio
Na paz desta margem junto ao rio...
O tempo está mais além, além de mim
Perdido nas planícies do Oceano profundo...

No teu Sorriso...
Deixo o meu olhar supenso no teu Sorriso...
Na luz que brilha do teu rosto
Deixo-o para que também ele possa sorrir...
Deixo-o porque através do seu Sorriso
Ele consegue ver o mundo inteiro
Encontrar um rumo mesmo tendo perdido o Norte...

No teu Sorriso...
Deixo o meu olhar suspenso no teu Sorriso...
Suspenso na imensidão do meu luar
Suspenso na Eternidade!...

POEMA DE ANA RITA SEIRÔCO

domingo, 24 de agosto de 2008

CATARSE GUERREIRA

SOLDADO BEBE_MARC CHAGALL
Big Bang da vida
explosão de contrários
jogo divino em fogo criado
e luta eterna, sem descanso e sem fim
imortal e sem medida!
***a não ser no fulgor do meio-dia
e na explosão festiva da alegria da vida
onde canta a música
e sonha festa e a poesia
***e onde cintilam a arte e a filosofia
que trazem de volta o sal à vida,
como jogos de musas
e mistérios na claridade dos dias!
***Eras festa imensa
e fogos puros de artifícios,
eras nascente de aventura livres,
e berço de viagens sem precipícios !
***Mas vestiste de tragédia,
cega, feia, horrível e real,
as múltiplas vidas que perderam
a fonte dos sonhos vitais
em jogos absurdos
desesperados, fatais!
***

De tragédia bonita e real,
com viagens flutuantes de vida,
e correntes de Sol e fantasia!
caíste, abrupta e absurda, na morte real,
e no caos profundo, vergonhoso e letal,
abriste assim mais um sepulcro
para a poesia!
***E na voragem cega da guerra,
que crianças e jovens,
que mulheres e homens,
que a todos levaste fora do tempo,
como falas agora da sua inocência?
que fechaste em manto tão triste!
***Poderás ainda errância dionisíaca do mundo,
lugar dos sonhos, das dores e das elegias
trazer de volta o fulgor da vida
ao berço das inspirações
e libertá-la com raios profundos
da destruição e das escravas submissões?
***Ai! se tudo isto nada mais fosse
que um sonho!
ainda que o sonho de uma elegia!
Ah! como tudo isto imaginaria
trazer de volta à terra humana
acima do luto e do pesadelo e da dor
a vida, a festa e a poesia!...
Luís Lourenço, em "Verdade e Política" de Hannah Arendt, Lisboa Editora

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

INTERLÚDIO REFLEXIVO

ALEGORIA DA PAZ_RUBENS
Tu que rompes todas as grelhas da palavra
sem moral ou sentimento
Tu que desestabilizas todos os espaços possíveis
e invades as fronteiras de tempos inverosímeis
Tu que destronas monarcas senhores e impérios
e fazes perder a fé nos vitupérios!
Desce à tribuna e frontalmente
arrogante intempestivo e frio
Edifica em cada certeza um mistério
Lança em cada palavra um desafio
e diz a cada homem que o silêncio
jamais será vazio!...

Luís Lourenço

segunda-feira, 14 de julho de 2008

FORÇAS ACTIVAS

O CICERONE_RENÉ MAGRITTE, 1947
O guia falador e imperioso estabelece a direcção e o caminho. Uma pausa reflexiva não corresponderia à sua estrutura. Sob o seu domínio, a tecnologia e a política são igualmente caracterizadas pelo mesmo barbarismo absurdo.

*******

"Paixões afirmativas: a altivez, a alegria, a saúde, o amor sexual, a hostilidade e a luta, o respeito, os belos gestos, as boas maneiras, a vontade forte, a disciplina intelectual, a vontade de poder, o reconhecimento para com a terra e a Vida, tudo o que é rico e ofertante, tudo o que faz jus à vida -o que a doura, eterniza e diviniza-todo o poder das virtudes que nos transfiguram; tudo o que aprova, afirma, diz sim em palavras e em actos"

Nietzsche, Vontade de Poder II

terça-feira, 8 de julho de 2008

SELO DE AMIZADE




Tenho o grato prazer de o partilhar/ofereçer aos bloguistas e visitantes que valorizam a qualidade da blogosfera com os seus posts e comentários.

Peço desculpa por não cumprir literalmente o desafio numérico proposto, mas vacilo tanto ainda em procedimentos informáticos que isso implicaria para mim muito desgaste de tempo.

Dêem-lhe o seguimento que acharem oportuno. A amizade, mesmo na blogosfera, nunca será certamente uma palavra vã.




quinta-feira, 3 de julho de 2008

A MORALIDADE ATÉ AOS NOSSOS DIAS?

EXTRACÇÂO DA PEDRA DA LOUCURA_HIERONYMUS BOSCH

Óleo sobre madeira, 48 x 35 cm, Madrid, Museu do Prado
***

"O primeiro signo de que o animal se transformou em humano é quando os seus actos já não se confinam ao bem-estar momentâneo mas elevam-se a coisas duráveis, por conseguinte, o homem procura a utilidade, a apropriação com uma finalidade:é a primeira eclosão do livre governo da razão .Um nível superior é atingido quando age de acordo com o princípio da honra; graças a ele disciplina-se e submete-se aos sentimentos comuns, o que o eleva muito acima da fase em que a utilidade, entendida apenas pessoalmente, era o seu único padrão; ele honra e quer ser honrado, isto é, ele concebe o útil conforme a sua opinião acerca do outro e a opinião do outro acerca dele.Finalmente, age no nível mais elevado da moralidade até aos nossos dias, de acordo com a sua própria medida das coisas e dos homens; quer para ele e para os outros o que é honorável, o que é útil; tornou-se legislador de opiniões, segundo a concepção sempre cada vez mais desenvolvida do útil e do honorável. A ciência torna-o capaz de preferir o mais útil, isto é, a utilidade geral duradoira à utilidade pessoal, a preferência respeitosa de um valor geral duradouro ao do momento: vive e age como indivíduo colectivo.

Nietzsche, Humano, Demasiado Humano, I

quarta-feira, 2 de julho de 2008

VERDADES DE FACTO: PORQUE SÃO FRÁGEIS?

GUERNICA(PORMENOR)_PABLO PICASSO, 1937
...Como os factos e os acontecimentos [ resultado permanente do convívio e da interacção humana] é que constituem a textura real da esfera política, é das verdades de facto que evidentemente e sobretudo nos ocupamos aqui. A dominação[ para usar a linguagem de Hobbes], quando combate a verdade racional exorbita, por assim dizer, os seus limites, mas quando falsifica ou nega os factos através da simples mentira trava o combate no seu próprio terreno. As possibilidades de sobreviver ao assalto do poder são então para a verdade factual muito escassas ; corre sempre o risco de ficar eliminada do mundo através de manobras e não apenas por algum tempo mas para sempre. Factos e acontecimentos são entidades infinitamente mais frágeis do que axiomas, descobertas e teorias produzidas pelo espírito humano-por mais desvairadas e especulativas que se revelem"...Hannah Arendt, Verdade e Política

segunda-feira, 30 de junho de 2008

VERDADE E POLÍTICA

A CABEÇA DE MEDUSA_ PETER PAUL RUBENS óleo sobre madeira, 68,5 x 118 cm, Viena, Kunsthistorisches Museum

"A marca da verdade de facto, aquela que a torna prioritária para o pensamento político, é a possibilidade de poder ser desvirtuada pela falsidade deliberada ou vulgar mentira, aspecto bem diferente dos erros e das confusões que também podem ocorrer no quadro do seu estabelecimento e registo histórico; e se a vigilância quanto á forma como é estabelecida, em termos da imparcialidade histórica, é lógicamente necessária, torna-se ainda mais difícil e sobretudo perigosa, quando é pervertida ou negada com propósitos esvaziadores da própria essência da actividade política, razão pela qual é imperativo para o pensamento político, mantê-la sob o foco da crítica" Hannah Arendt, Verdade e Política.

domingo, 29 de junho de 2008

QUADRAS DA MINHA MÃE

A SIBILA DE DELFOS DESENROLANDO UM PERGAMINHO_M. ÂNGELO


Já não tenho pai nem mãe

Nem nesta terra parentes

Sou filha das tristes ervas

E neta das águas correntes

****

Quem tem janelas de vidro

Não pode atirar pedradas

Eu fui atirar às vossas

E achei as minhas quebradas

****

Azeitona miudinha

Que azeite podes dar

Homem pobre e sem dinheiro

Que amores hás-de arranjar

****

Mais quero amar uma pedra

Do que amar teu coração

Uma pedra não me foge

E tu foges-me sem razão

Tradição Popular

sábado, 28 de junho de 2008

NIETZSCHE: IDEIAS POLÉMICAS

LEITURA_ÉDOUARD MANET (1865-73?)Óleo sobre tela 61 x 74, Paris Museu de Orsay

"O que eu combato: a excepção que contesta a regra, em lugar de compreender que a manutenção da regra é que dá valor à excepção";

"Neste século de sufrágio universal, em que cada um se sente autorizado a ajuizar de todos os indivíduos e de todas as coisas, sinto-me pressionado para restaurar a hierarquia";

"Há um erro deveras popular: o de ter a coragem das próprias convicções, quando o que importa é ter a coragem de atacar as próprias convicções";

Nietzsche; Vontade de Poder