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Dói-me a solidão
Que é refúgio forçado
Em vez de ser companhia sagrada;
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Dói-me a vertigem
Que é atracção pelo abismo
Em vez de ser profundidade na origem;
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Dói-me o silêncio
Que é refúgio solitário
Em vez de ser meditação doirada;
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Dói-me a inquietação
Que é voragem acelerada
Em vez de ser plantação solidária;
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E dói-me ainda mais a vilania insolente
Que sob os véus da elegância delicada
Destrói à vida como um veneno corroente;
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Mas bendigo o silêncio
Onde ele é altar de meditação doirada...
E à vida onde ela é inquietação sublime
E plantação solidária...
E ao Mundo até que no seu coração
Floresça o amor...e se dilua a dor
Companheira da alegria
Como a aurora na madrugada!...
Véu de Maya





