O PENSADOR_AUGUSTE RODIN 

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Escuto da vida, o silêncio,
E do universo, o caos imenso,
Mas é só nos véus do que me aflije,
Que é real todo o espelho que finje,
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Levito pelas elegias do Mundo,
E elevo-me às musas do luar,
E até canto que sobre voos longínquos,
Só paira a ave que se arrisca a saltar,
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Subo e retorno ao-além-de-mim,
Pois ao emergir sou vento assim,
E sopro como todo pesar é prece,
E até quanto do silêncio que pesa,
Se joga no tempo do jeito mais leve,
*
Até que a harpa da vida se enleve,
E face à dor sibilina da névoa sombria,
A sonata se alegre, até ao fio do instante,
Em que, à pá do tempo, tudo se vergue!...
Véu de Maya





























