sábado, 20 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
AZAR SAGRADO

APOLO MATANDO A PÍTON_DELACROIX 
Véu de Maya

*
Desprende-te de mim, vertigem tola,
Que soltas gritos às estrelas,
E aos ventos agrestes nas colinas,
*
Já tiraste as amarras ao abismo,
E esvoaçaste no teu ar as suas garras,
Que é véu redentor pra tantas mágoas,
*
Agora és destino em fuso de parcas,
E roca de linho em sibilinas névoas,
Que antes foram só pesadas trevas,
*
E já te enlevo forte no meu voo,
Como ar puro, pois és vento em fogo,
E sem fúria, pois és vida em brumas,
Como o mar ao suavizar-se nas dunas,
*
Desprende-te de mim, vertigem tola,
Que soltas gritos às estrelas,
E aos ventos agrestes nas colinas,
*
Já tiraste as amarras ao abismo,
E esvoaçaste no teu ar as suas garras,
Que é véu redentor pra tantas mágoas,
*
Agora és destino em fuso de parcas,
E roca de linho em sibilinas névoas,
Que antes foram só pesadas trevas,
*
E já te enlevo forte no meu voo,
Como ar puro, pois és vento em fogo,
E sem fúria, pois és vida em brumas,
Como o mar ao suavizar-se nas dunas,
*
Desprende-te de mim, vertigem tola,
Voa alta como pássaro enamorado,
Afaga a minha prece na tua orla louca,
E eu serei, no teu altar, só azar sagrado!
Véu de Maya
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
NIETZSCHE E A ARTE
A TOILETTE_PICASSO

*****
"Os artistas não devem ver as coisas tal como são, mas mais plenamente, mas mais simplesmente, mas mais intensamente:para tanto é preciso que lhes seja própria uma espécie de embriaguês habitual na vida"
"O preço que se paga para se tornar um artista é que tudo o que os não-artistas denominam forma, seja sentido como conteúdo, como a coisa mesma. Com isso passa-se certamente a fazer parte do mundo às avessas; pois desde então, o conteúdo se torna algo meramente formal-incluindo nesse caso, nossas vidas"
"O preço que se paga para se tornar um artista é que tudo o que os não-artistas denominam forma, seja sentido como conteúdo, como a coisa mesma. Com isso passa-se certamente a fazer parte do mundo às avessas; pois desde então, o conteúdo se torna algo meramente formal-incluindo nesse caso, nossas vidas"
"O grande estilo consiste no desprezo pela beleza pequena e curta, ele se confunde com um sentido para o que é raro e duradouro"
Nietzsche
click to create your own
domingo, 14 de fevereiro de 2010
sábado, 13 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
NARCISO EM IDÍLIO

NARCISO_CARAVAGGIO
*
Entre a rosa da paixão
e os lírios do teu olhar,
Rasgam-se as bocas,
No desejo tão loucas,
E na volúpia um pomar,
*
Entre as ninfas do luar
e a alquimia dos sábios,
Solta-se um arco-íris,
Que espreita nos teus lábios
como búzios em dunas do mar,
*
Entre jogos de criança
e os azares do Universo,
Corre o mundo em tuas águas,
*Entre a rosa da paixão
e os lírios do teu olhar,
Rasgam-se as bocas,
No desejo tão loucas,
E na volúpia um pomar,
*
Entre as ninfas do luar
e a alquimia dos sábios,
Solta-se um arco-íris,
Que espreita nos teus lábios
como búzios em dunas do mar,
*
Entre jogos de criança
e os azares do Universo,
Corre o mundo em tuas águas,
em brincos de mudança,
Até ser barco profundo,
no rio das tuas mágoas,
*
E é aí que tudo floresce,
É aí que se afagam as bocas,
Até ser barco profundo,
no rio das tuas mágoas,
*
E é aí que tudo floresce,
É aí que se afagam as bocas,
em faíscas de fogo e de luar,
E é ai, entre a rosa da paixão
e os lírios do teu olhar,
Que todo o idílio acontece!...
e os lírios do teu olhar,
Que todo o idílio acontece!...
Véu de Maya
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
PÉROLAS DE NIETZSCHE
MULHER COM FLOR_PICASSO
*****
*****A arte é um contramovimento insigne contra o niilismo.
O elemento artístico cria e configura. Se ele constitui a actividade metafísica pura e simplesmente, então todo o fazer, sobretudo o fazer supremo, ou seja, mesmo o pensar inerente à filosofia, precisa de ser determinado a partir dele. O conceito de filosofia não pode mais ser determinado, segundo a figura do doutrinador moral, segundo aquele que estabelece que contra este mundo que não vale nada há um outro mais elevado.É preciso muito mais que seja estabelecido contra esse filósofo moral niilista[cujo exemplo mais recente a pairar diante de Nietzsche é Schpenhauer] o filósofo do contramovimento, o "filósofo-artista". Esse filósofo é artista na medida em que configura o ente na totalidade, isto é, na medida em que estabelece formas inicialmente lá onde o ente na totalidade se manifesta, no homem.É preciso ler o nº 795 da Vontade de Poder] no sentido dessa ideia.
" O filósofo artista. Conceito mais elevado de arte. Será que o homem pode colocar-se tão distante de outros homens, a ponto de configurá-los?[exercícios prévios: 1. O que configura a si mesmo, o eremita, 2.o artista até aqui, como o pequeno realizador, trabalhando sempre sobre uma matéria dada]".
A arte, sobretudo em sentido mais restrito, é o dizer sim ao sensível, à aparência, ao que não é "o mundo verdadeiro", ou como Nietzsche diz, de maneira breve, ao que não é a "verdade".
Na arte decide-se o que é a verdade; e isso sempre significa para Nietzsche o seguinte: o que é verdadeiro, ou o que é o ente propriamente dito. isso corresponde àquela concepção necessária entre a pergunta directriz da filosofia e a pergunta fundamental da filosofia, por um lado, e a pergunta sobre o que é a verdade, por outro. A arte é a vontade de aparência como vontade de sensível.No entanto Nietzsche diz dessa vontade[XIV, 369]
"A vontade de aparência, de ilusão, de engano, de devir e de mudança, é mais profunda, mais metafísica do que a vontade de verdade, de realidade, de ser".
O que se tem em vista aqui é o verdadeiro no sentido de Platão, o que é em si, as ideias, o supra-sensível.Para Nietzsche, em contrapartida, a vontade do mundo sensível e de sua riqueza é a vontade do que a metafísica busca.Portanto a vontade do sensível é metafísica.
Essa vontade metafísica é realmente efectiva na arte
Nietzsche diz[XIV, 368]:
"Percebi realmente muito cedo a seriedade da relação entre arte e verdade, e ainda agora experimento um horror sagrado diante dessa disensão.O meu primeiro livro foi dedicado a ela; A Origem da Tragédia acredita na arte sob o pano de fundo de uma outra crença: a de que não é possível viver com a verdade; a de que a própria vontade de verdade é um sintoma de degradação...
A sentença soa monstruosa! Todavia, ainda que não perca o seu peso, ela perde a sua estranheza logo que é lida de forma correcta. Vontade de verdade significa aqui e sempre em Nietzsche, vontade do mundo verdadeiro, no sentido de Platão e do cristianismo, a vontade do supra-sensível, do que é em si. A vontade de um tal " ser verdadeiro" é, com efeito, um dizer não ao nosso mundo aqui, ao mundo justamente no qual a arte está na sua terra natal. Já que este mundo é o propriamente real e o único verdadeiro.. Nietzsche pode esclarecer quanto à relação entre arte e verdade :
que a arte tem" mais valor do que a verdade"[n 853-IV]; isso significa: o sensível encontra-se em uma posição mais elevada e é mais próprio do que o supra-sensível..Por isso Nietzsche diz: Nós temos a arte para não irmos ao fundo, para não perecermos com a verdade"[nº822] Verdade visa uma vez mais ao mundo verdadeiro em sua ligação com o supra-sensível; ela abriga em sim um risco de perecimento da vida, o que sempre significa no sentido de Nietzsche: de perecimento da vida ascendente. O supr-sensível arranca a vida á sensibilidade poderosa, subtrai dela as suas forças e a enfraquece"...Nietzsche, Martin Heidegger, vol 1-Forense Universitária.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
TERNO DUETO

*
És a orquídea encarnada,
E eu o teu cheiro sagrado,
Tu perfume na minha madrugada,
E eu lírio em prazer desflorado,
*
És a volúpia atrevida,
E eu o erotismo em flocos de cetim,
Tu a ousadia desprevenida,
E eu os toques de harpa sem fim,
*
És o banho em aberto,
E eu o desejo por perto,
Tu a paixão que enfatiza,
E eu o amor que suaviza,
*
És a praia encantada,
E eu a onda até ficar quebrada,
Tu a sedução bailarina no mar,
E eu o navio pró na onda a baloiçar,
*
E eu o teu cheiro sagrado,
Tu perfume na minha madrugada,
E eu lírio em prazer desflorado,
*
És a volúpia atrevida,
E eu o erotismo em flocos de cetim,
Tu a ousadia desprevenida,
E eu os toques de harpa sem fim,
*
És o banho em aberto,
E eu o desejo por perto,
Tu a paixão que enfatiza,
E eu o amor que suaviza,
*
És a praia encantada,
E eu a onda até ficar quebrada,
Tu a sedução bailarina no mar,
E eu o navio pró na onda a baloiçar,
*
És brisa na minha liberdade,
E eu Sol na tua volúpia encarnada,
Tu a paixão na minha felicidade,
Tu a paixão na minha felicidade,
E eu o luar na tua ilha estrelada...
Véu de Maya
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
domingo, 7 de fevereiro de 2010
sábado, 6 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
sábado, 30 de janeiro de 2010
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
PARABÉNS MÃEZINHA...
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
domingo, 24 de janeiro de 2010
sábado, 23 de janeiro de 2010
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
TRAGO EM MIM...

BELEZA PROFUNDA

*
Trago em mim fogo de estrela,
E o sopro virgem das correntes,
Que é silêncio nas alturas que desvela,
E a brisa fértil das nascentes,
*
Nos seus clarões expõe-me aos ventos,
E na sua pele cheira-me a teares,
Trago em mim fogo de estrela,
E o sopro virgem das correntes,
Que é silêncio nas alturas que desvela,
E a brisa fértil das nascentes,
*
Nos seus clarões expõe-me aos ventos,
E na sua pele cheira-me a teares,
Como uma paixão de desejos e pomares,
*
Afaga-te em mim vertigem do tempo,
E em tudo onde a vida é fio simplesmente,
Tece no azar um pomar pra toda a gente,
e deixa-me andar à tua altura em esquecimento,
*
Afaga-te em mim vertigem do tempo,
E em tudo onde a vida é fio simplesmente,
Tece no azar um pomar pra toda a gente,
e deixa-me andar à tua altura em esquecimento,
Mas dá-me o fulgor e a brisa da nascente...
Véu de Maya
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
domingo, 17 de janeiro de 2010
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
NUMA PÉROLA DOURADA
CRIANÇAS NO TERRAÇO_RENOIR
[Celine Dion- Oh Holy night- Vídeo acima]
*
[Celine Dion- Oh Holy night- Vídeo acima]*
Desprendo-me ao vento,
Como se o ar fosse fermento,
E a vida livre em carrossel imenso,
E o claro da chama a cada momento.
*
Entrego-me aos clarões da noite,
E esvoaço em véus de silêncio,
Como sedas em corpos de sereias,
E faróis no mar em frémito intenso.
*
Brindo aos cheiros da madrugada,
E às cores da vida em orquestra colorida,
Como se o ar fosse fermento,
E a vida livre em carrossel imenso,
E o claro da chama a cada momento.
*
Entrego-me aos clarões da noite,
E esvoaço em véus de silêncio,
Como sedas em corpos de sereias,
E faróis no mar em frémito intenso.
*
Brindo aos cheiros da madrugada,
E às cores da vida em orquestra colorida,
E às escamas fugidias em serpente prateada,
E aos voos longos em anel de águia furtiva.
*
E giro nesta dança que é amor de criança,
*
E giro nesta dança que é amor de criança,
Às voltas no instante, em rotação sagrada,
Onde sopra o vento e o mar e o céu e o nada,
Onde sopra o vento e o mar e o céu e o nada,
E eu, um dia, talvez, numa pérola dourada!...
Véu de Maya
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Subscrever:
Mensagens (Atom)
































