terça-feira, 2 de setembro de 2008
O MEU RIO
domingo, 24 de agosto de 2008
CATARSE GUERREIRA

explosão de contrários
jogo divino em fogo criado
e luta eterna, sem descanso e sem fim
imortal e sem medida!
e na explosão festiva da alegria da vida
onde canta a música
e sonha festa e a poesia
que trazem de volta o sal à vida,
como jogos de musas
e mistérios na claridade dos dias!***Eras festa imensa
e fogos puros de artifícios,
eras nascente de aventura livres,
e berço de viagens sem precipícios !***Mas vestiste de tragédia,
cega, feia, horrível e real,
as múltiplas vidas que perderam
a fonte dos sonhos vitais
em jogos absurdos
desesperados, fatais!***
De tragédia bonita e real,
com viagens flutuantes de vida,
e correntes de Sol e fantasia!
caíste, abrupta e absurda, na morte real,
e no caos profundo, vergonhoso e letal,
abriste assim mais um sepulcro
para a poesia!***E na voragem cega da guerra,
que crianças e jovens,
que mulheres e homens,
que a todos levaste fora do tempo,
como falas agora da sua inocência?
que fechaste em manto tão triste!***Poderás ainda errância dionisíaca do mundo,
lugar dos sonhos, das dores e das elegias
trazer de volta o fulgor da vida
ao berço das inspirações
e libertá-la com raios profundos
da destruição e das escravas submissões? ***Ai! se tudo isto nada mais fosse
que um sonho!
ainda que o sonho de uma elegia!
Ah! como tudo isto imaginaria
trazer de volta à terra humana
acima do luto e do pesadelo e da dor
a vida, a festa e a poesia!...
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
INTERLÚDIO REFLEXIVO

sem moral ou sentimento
e invades as fronteiras de tempos inverosímeis
e fazes perder a fé nos vitupérios!
Lança em cada palavra um desafio
e diz a cada homem que o silêncio
jamais será vazio!...
segunda-feira, 14 de julho de 2008
FORÇAS ACTIVAS

*******
"Paixões afirmativas: a altivez, a alegria, a saúde, o amor sexual, a hostilidade e a luta, o respeito, os belos gestos, as boas maneiras, a vontade forte, a disciplina intelectual, a vontade de poder, o reconhecimento para com a terra e a Vida, tudo o que é rico e ofertante, tudo o que faz jus à vida -o que a doura, eterniza e diviniza-todo o poder das virtudes que nos transfiguram; tudo o que aprova, afirma, diz sim em palavras e em actos"
Nietzsche, Vontade de Poder II
terça-feira, 8 de julho de 2008
SELO DE AMIZADE

quinta-feira, 3 de julho de 2008
A MORALIDADE ATÉ AOS NOSSOS DIAS?

"O primeiro signo de que o animal se transformou em humano é quando os seus actos já não se confinam ao bem-estar momentâneo mas elevam-se a coisas duráveis, por conseguinte, o homem procura a utilidade, a apropriação com uma finalidade:é a primeira eclosão do livre governo da razão .Um nível superior é atingido quando age de acordo com o princípio da honra; graças a ele disciplina-se e submete-se aos sentimentos comuns, o que o eleva muito acima da fase em que a utilidade, entendida apenas pessoalmente, era o seu único padrão; ele honra e quer ser honrado, isto é, ele concebe o útil conforme a sua opinião acerca do outro e a opinião do outro acerca dele.Finalmente, age no nível mais elevado da moralidade até aos nossos dias, de acordo com a sua própria medida das coisas e dos homens; quer para ele e para os outros o que é honorável, o que é útil; tornou-se legislador de opiniões, segundo a concepção sempre cada vez mais desenvolvida do útil e do honorável. A ciência torna-o capaz de preferir o mais útil, isto é, a utilidade geral duradoira à utilidade pessoal, a preferência respeitosa de um valor geral duradouro ao do momento: vive e age como indivíduo colectivo.
Nietzsche, Humano, Demasiado Humano, I
quarta-feira, 2 de julho de 2008
VERDADES DE FACTO: PORQUE SÃO FRÁGEIS?

segunda-feira, 30 de junho de 2008
VERDADE E POLÍTICA
óleo sobre madeira, 68,5 x 118 cm, Viena, Kunsthistorisches Museum"A marca da verdade de facto, aquela que a torna prioritária para o pensamento político, é a possibilidade de poder ser desvirtuada pela falsidade deliberada ou vulgar mentira, aspecto bem diferente dos erros e das confusões que também podem ocorrer no quadro do seu estabelecimento e registo histórico; e se a vigilância quanto á forma como é estabelecida, em termos da imparcialidade histórica, é lógicamente necessária, torna-se ainda mais difícil e sobretudo perigosa, quando é pervertida ou negada com propósitos esvaziadores da própria essência da actividade política, razão pela qual é imperativo para o pensamento político, mantê-la sob o foco da crítica" Hannah Arendt, Verdade e Política.
domingo, 29 de junho de 2008
QUADRAS DA MINHA MÃE

Já não tenho pai nem mãe
Nem nesta terra parentes
Sou filha das tristes ervas
E neta das águas correntes
****
Quem tem janelas de vidro
Não pode atirar pedradas
Eu fui atirar às vossas
E achei as minhas quebradas
****
Azeitona miudinha
Que azeite podes dar
Homem pobre e sem dinheiro
Que amores hás-de arranjar
****
Mais quero amar uma pedra
Do que amar teu coração
Uma pedra não me foge
E tu foges-me sem razão
Tradição Popular
sábado, 28 de junho de 2008
NIETZSCHE: IDEIAS POLÉMICAS
Óleo sobre tela 61 x 74, Paris Museu de Orsay"O que eu combato: a excepção que contesta a regra, em lugar de compreender que a manutenção da regra é que dá valor à excepção";
"Neste século de sufrágio universal, em que cada um se sente autorizado a ajuizar de todos os indivíduos e de todas as coisas, sinto-me pressionado para restaurar a hierarquia";
"Há um erro deveras popular: o de ter a coragem das próprias convicções, quando o que importa é ter a coragem de atacar as próprias convicções";
Nietzsche; Vontade de Poder
sexta-feira, 27 de junho de 2008
AGOSTINHO DA SILVA:PENSAMENTOS
Óleo sobre tela, 54 x 65 cm, Amesterdão, Rijksmuseum Vincent Van Gogh"Se toda a escola devia ter uma biblioteca do que já se sabe, devia ser-lhe paralela outra, ainda mais fecunda, a do que não se sabe";
"Cada um de nós, como Homem, é inteiramente excepcional, simplesmente as condições da sociedade em que vivemos, obriga todos nós, a lentamente irmos parecendo uns com os outros";
"Quando alguma coisa é alguma coisa deixa logo de ser todas as outras, e isso é uma pena. O que é preciso é ser tudo ao mesmo tempo...ser e não ser são a chave do ser";
"Feche as embaixadas que temos e que não servem para nada, e em seu lugar abra tasquinhas com bons petiscos, boa música e gente divertida...foi assim que fizemos ao longo da História":
"O que importa não é educar mas evitar que os homens se deseduquem...porque cada um de nós é um ente extraordinário, com lugar no céu das ideias...seremos capazes de nos desenvolver, de reencontrar o que em nós é extraordinário e transformaremos o mundo";
"Os homens de acção são os oleiros de Deus e não te esqueças que até pensar é agir...se em Deus, ser e agir são a mesma coisa, no Homem o mesmo deverá proceder-se "AGostinho da Silva, Cadernos biográficos.14.
quarta-feira, 25 de junho de 2008
A ERRÂNCIA E A DÚVIDA LIBERTADORA

com inéditas questões que varem os dogmas para fora;
***
a ilusão frágil de ser senhor de si e do Universo
onde sobre o real tudo é duvidoso e controverso
menos o que no pensar está inscrito e é o inverso;
***
o espanto frente à imensa natureza
onde a confiança no mecanismo e na ciência
dá lugar aos pilares de tão almejada fortaleza;
***
a humilde sabedoria das metamorfoses
no Universo, múltiplas, errantes e dispersas,
e no homem firmes se as mistura em doses certas;
***
o jogo da dúvida e da certeza
onde cada pergunta desafia a incerteza
e cada dúvida ambiciona por uma nova certeza;
***
o mito da certeza e a ilusão do sujeito
na claridade de uma nova dialéctica
onde a certeza do eu é apenas aspiração frenética;
***
o percurso, a dúvida, e o lugar da verdade
onde a certeza é a bela ilusão em que a dúvida repousa
antes de voar para uma nova imaginação da realidade;
***
É a dúvida e a viagem libertadora,
incerteza e errância no desconhecido;
Humilde sabedoria das metamorfoses,
no Universo e no homem
distantes mas conformes:
Percurso, inquietação e lugar da verdade
onde a dúvida repousa efémera e lúcida
num alegre despertar face à realidade
até subir a uma nova certeza e claridade!...
terça-feira, 24 de junho de 2008
O VEU DA ILUSÂO

segunda-feira, 23 de junho de 2008
DIONYSOS

domingo, 22 de junho de 2008
INTERLÚDIO AMOROSO

As cerejas do teu pomar
Não as ponho nas orelhas
Mas com elas faço o jogo
Que o Mundo no teu olhar
Vem em meus lábios
Beijar...
Luís Lourenço
sábado, 21 de junho de 2008
ESCUTO

Escuto mas não sei
Se o que ouço é silêncio
Ou deus
Escuto sem saber se estou ouvindo
O ressoar das planícies do vazio
Ou a consciência atenta
Que nos confins do universo
Me decifra e fita
Apenas sei que caminho como quem
É olhado amado e conhecido
E por isso em cada gesto ponho
Solenidade e risco
Sophia de Mello Breyner Andresen
quinta-feira, 19 de junho de 2008
MAS QUE RIQUEZA?

quarta-feira, 18 de junho de 2008
CARPE DIEM

terça-feira, 17 de junho de 2008
O PASSEANTE INVISÍVEL

***
A jovialidade passa por falta de profundidade, ainda que ela seja por vezes a alegria que sucede a uma longa e excessiva tensão, quem detecta isso?
domingo, 15 de junho de 2008
O ACTO SOLITÁRIO E A APOSTA DUAL
É o acto solitário e a aposta dual
onde a vida do conceito e o ser da realidade
se fermentam um ao outro por igual;
***
o ser particular e o conceito universal
que se desafiam um ao outro na ilusão
de ser a sua verdade a verdade na palavra final;
***
a liberdade fechada na reconsolação singular
onde o eu sobe ao castelo de si para a reconfirmar
mas fica refém do real onde não a pode reconciliar;
***
o ser na casa de si e a felicidade no Mundo
onde a liberdade se torna viva e concreta
e aspira a ser mais que uma ilusão valiosa e secreta;
***
o ser particular e o conceito universal
onde a liberdade se torna o plasma do Mundo
e a felicidade pode voar em realizações de fundo;
***
a verdade solitária e a coragem colectiva
que se fundem uma na outra
até arrancar novas formas à vida;
***
o sentido da vida e a liberdade sonhada
que se orgulham de ser nos humanos
a utopia desejada e a ambição realizada;
***
É a verdade solitária e a aposta universal,
liberdade plena de si mas vacilante no Mundo,
onde a união entre ambas se converte
no trágico dilema que é a epopeia de fundo;
Procura solitária e coragem colectiva
ancoradas bem uma na outra
até arrancar novas formas à vida;
O poder trágico do elo cósmico-humano
trazido nobremente à filosofia!...
Luís Lourenço
sábado, 14 de junho de 2008
A ENCANTDORA DE SERPENTES?

- "Dantes, o eu escondia-se no rebanho, presentemente, o rebanho esconde-se no fundo do eu»;
- «À altitude conveniente tudo se assemelha e se confunde, os pensamentos do filósofo, as obras do artista e as boas acções»;
- O que se perde em qualquer especialização, é a forma sintética que, na natureza, é a forma superior»
Nietzsche, Vontade de Poder I
quarta-feira, 11 de junho de 2008
AINDA A QUESTÃO DA JUSTIÇA?
Nas vestes de Minerva, a deusa da sabedoria, Boticelli colocou o emblema da família*******
"Admitimos normalmente que uma discussão conduzida de modo ideal entre um grupo de pessoas tem maiores probabiliades de atingir uma conclusão correcta[se necessário mediante uma votação] do que as análises isoladas de cada um dos participantes. Qual a razão deste facto? No quotidiano, a troca de opiniões com outros limita a nossa parcialidade e alarga as nossas perspectivas; somos obrigados a ver a realidade através do ponto de vista dos outros e tomamos consciência da limitação das nossas posições. Mas, num processo ideal, a presença do véu de ignorância signfica que a imparcialidade do legislador é um dado adquirido. Os benefícios da discussão decorrem do facto de que mesmo os legisladores representativos têm conhecimentos e capacidades de raciocínio limitados. Nenhum deles sabe tudo o que os outros sabem ou consegue tirar as conclusões que só em conjunto se torna possível atingir. A discussão é uma forma de combinar a informação e de alargar o alcance dos argumentos. Os efeitos das deliberações em comum parecem melhorar necessáriamente a situação, pelo menos desde que se prolonguem no tempo." JOHN RAWLS; UMA TEORIA DA JUSTIÇA
terça-feira, 10 de junho de 2008
O PODER DA SAGEZA E DA JUSTIÇA

onde o relógio da grande inquietação
segunda-feira, 9 de junho de 2008
DEFINIÇÃO DE DESOBEDIÊCIA CIVIL

domingo, 8 de junho de 2008
JUSTIÇA E POUPANÇA
Óleo sobre, 98,1 x1 95,6.Colecção particular."Quando a população é pobre e a poupança difícil deve exigir-se uma taxa mais baixa de poupança; enquanto que de uma sociedade mais rica podemos razoavelmente contar com poupanças maiores, dado que o sacrifício real exigido pela poupança é menor. Pode acontecer que quando as instituições justas estiverem solidamente estabelecidas e todas as liberdades básicas efectivamente realizadas, a acumulação líquida exigida desça para zero. Ao atingir este ponto a sociedade satisfaz o seu dever de justiça conservando as instituições justas e salvaguardando a respectiva base material. O princípio da poupança justa aplica-se àquilo que, de acordo com as exigências da justiça, uma sociedade deve poupar. O desejo de os seus membros pouparem por outras razões coloca-se-se-se num plano diferente"
JOHN RAWLS, UMA TEORIA DA JUSTIÇA
sábado, 7 de junho de 2008
PERSPICÁCIA

sexta-feira, 6 de junho de 2008
EQUIDADE E JUSTIÇA?
Óleo sobre tela, 125x 75 cm, Washington, National Gallery of Art"Não se pode esquecer que o princípio da equidade tem duas partes, uma que indica como é que contraímos obrigações, ou seja, praticando volutariamente certos actos, e outra que estabelece a condição de que a instituição em causa deve ser justa senão de modo perfeito, pelo menos tão justa quanto é razoável esperar face às circunstâncias concretas. O objectivo desta segunda cláusula é garantir que a obrigação surgirá apenas se certas condições de fundo estiverem cumpridas. A aceitação ou mesmo o consentimento de instituições claramente injustas não dá origem a obrigações. É geralmente aceite que as promessas obtidas por extorsão são nulas ab initio. Da mesma forma, as estruturas sociais injustas constituem, elas próprias, uma espécie de extorsão, ou até de violência, e o consentimento que se lhes preste não é vinculativo. A razão para esta condição está no facto de que as partes na posição original insistirão para que ela seja imposta", JOHN RAWLS, UMA TEORIA DA JUSTIÇA,
quinta-feira, 5 de junho de 2008
AVENTURA DO ESPÍRITO[DIA DO AMBIENTE]
Óleo sobre tela, 93,2x 70,2.Paris Museu de OrsayE aí, nessa extrema solidão, se produz a segunda metamorfose: o espírito torna-se leão. Decide conquistar a sua liberdade e ser o rei do seu próprio deserto.
Busca um último senhor; ele será o inimigo desse último senhor e do seu derradeiro Deus; ele quer medir-se com o grande dragão, e vencê-lo.
Mas o que é esse grande dragão que, doravante, o espírito recusa chamar seu senhor e seu Deus? o nome do grande dragão é «Tu -deves ». Mas a alma do leão diz: «Eu quero »
«Tu-deves» barra-lhe o caminho, brilhando de oiro, coberto de escamas, e sobre cada uma dessas escamas brilham em letras de oiro, estas palavras: «Tu-deves »
Valores milenários brilham sobre essas escamas, e assim fala o mais poderoso de todos os dragões: «Todos os valores das coisas brilham sobre o meu corpo.
Todos os valores foram criados no passado, e a soma de todos os valores criados , sou eu. Em verdade não deverá mais existir qualquer «eu quero»...Assim fala o dragão.
Meus irmãos para que serve ter este dragão no espírito? porque não será suficiente o animal paciente, resignado e respeitoso?
O próprio leão ainda não está preparado para criar novos valores; mas liberta-se a fim de se tornar apto a criar novos valores, eis o que pode a força do leão.
Para conquistar a sua própria liberdade e o direito sagrado de dizer não, mesmo ao dever, para isso meus irmãos é necessário ser leão.
Conquistar o direito a novos valores é para um espírito paciente e laborioso a mais temível das empresas. E por certo que ele vê nela um acto de banditismo e de rapina.
O que ele outrora amava como o seu bem mais sagrado, é o «Tu-deves » Deve agora descobrir a ilusão e a arbitrariedade na própria base do que de mais sagrado existe no mundo, e conquistar assim, pela violência, o direito a libertar-se dessa prisão: para exercer uma tal violência é necessário ser leão.
Mas dizei-me meus irmãos que pode ainda a criança, e de que o próprio leão seria incapaz? Porque deverá ainda o leão roubador tornar-se criança?
É que a criança é inocência e olvido, novo começar, jogo, roda que se move por si própria, primeiro móvel, afirmação santa." Nietzsche, assim Falava Zaratustra
quarta-feira, 4 de junho de 2008
DAS TRÊS METAMORFOSES DO ESPÍRITO
Óleo sobre tela, 100x126,5 cm, Nova Iorque, colecção particular« Que há de pesado para transportar? diz o espírito transformado em besta de carga, e logo se ajoelha, tal como o camelo, e deseja ser bem carregado.
«Qual a mais pesada das tarefas, ó heroi, pergunta o espírito tornado besta de carga, eu a quero assumir, a fim de gozar da minha força. " Nietzsche, Assim Falava Zaratustra.
terça-feira, 3 de junho de 2008
A TORRE DE BABEL

Bruegel coloca a reconstituição da TORRE na paisagem costeira-é graças ao mar que os Holandeses adquirem grande parte da sua riqueza. A TORRE encontra-se por isso à beira de um rio-de facto, o transporte das mercadorias de grande tonelagem, como as pedras e o mármore, fazia-se pelas vias navegáveis e não por terra, onde os caminhos não eram pavimentados. A pintura introduz no episódio bíblico várias referências à realidade, entre outras o panorama da cidade.
Os contemporâneos de Bruegel encontraram explicação para a sua situação pouco babitual[ uma sociedade «multicultural» onde era muito difícil as pessoas entenderem-se-em particular no campo da religião] na Bíblia, no relato da construção da Torre de Babel[Génesis, II]; o rei Nimrod queria construir uma Torre cujo topo chegasse ao céu: Deus, aos olhos de quem este edifício representava o desmesurado orgulho dos homens, castigou-os, introduzindo a diferença de línguas. Vendo-se desde então impossibilitados de se entender, os operários dispersaram-se deixando a obra inacabada. TASCHEN PÚBLICO
terça-feira, 27 de maio de 2008
A eterna criança
Óleo sobre tela, 100x 81 cm, Winterthur, Kunstmuseumsegunda-feira, 26 de maio de 2008
A arte de raciocinar
Óleo sobre madeira, 120x150 cm, Madrid, Museu do Prado."O maior progresso que os homens fizeram consiste em terem aprendido a raciocinar de modo correcto . Não é uma coisa tão natural como pensa Schopenhauer quando diz:«Todos estamos aptos a raciocinar mas poucos a julgar», mas aprendemo-la tarde e ainda agora não impera .O raciocínio falacioso foi nos tempos antigos a regra, e as mitologias de todos os povos, a sua magia e suas superstições, o seu culto religioso e o seu direito, são minas inesgotáveis de provas para apoiar esta proposição". Nietzsche, Caracteres da Alta e da Baixa Civilização.
domingo, 25 de maio de 2008
Frases que fazem pensar?
Óleo sobre tela, 64x58 cm, Dallas, Meadows Museum, Southern Methodist University"As convicções são inimigas da verdade mais perigosas do que as mentiras";
"Ter por princípio não falar de si é uma muito nobre hipocrisia";
"A exigência de ser amado é a maior das presunções"
Nietzsche, o Homem em Sociedade
sábado, 24 de maio de 2008
Paradoxos do autor
Óleo sobre tela, 36,3x25,2 cm, Japão, colecção particularsexta-feira, 23 de maio de 2008
Dons naturais
Óleo sobre tela 223,5x290, Museu do Prado em Madridquinta-feira, 22 de maio de 2008
Espírito
quarta-feira, 21 de maio de 2008
A importância dos Livros

"Devia considerar-se o escritor como um malfeitor que não merece aceitação e graça a não ser nos casos mais raros: seria um bom antídoto contra a proliferação dos livros"Nietzsche, Da Alma dos Artistas e dos Escritores
terça-feira, 20 de maio de 2008
O que vale mesmo a pena
Óleo sobre tela, 116x75 cm. Colecção particularsegunda-feira, 19 de maio de 2008
Amor e dualidade.
óleo sobre tela, 41x32,5 cm. Colecção particular."O que é o amor senão compreender e regozijar-se com que o outro aja e sinta de forma diferente da nossa e até oposta? Para que o amor estimule os contrários na alegria, é necessário que não os suprima e muito menos que os negue...Mesmo o amor-próprio tem por condição uma dualidade irredutível[ou uma multiplicidade] numa só pessoa." Nietzsche, Opiniões e Sentenças à Mistura.
sábado, 17 de maio de 2008
Máscaras
sexta-feira, 16 de maio de 2008
O talento da amizade

Nietzsche, O Homem em Sociedade
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Deixar-se amar
Dali pintou aqui a forma que tomam, na sua imaginação, as inibições que Gala está em vias de curar.
O VELHO ENREDO ERÓTICO
"Como, entre duas pessoas que se amam, uma é, normalmente, a amante e outra é a amada, acredita-se que, em todo o jogo amoroso, há uma quantidade de amor constante; que quanto mais vivida for por uma delas menos tocará à outra. Excepcionalmente, acontece que a vaidade persuade cada qual a imaginar que é ela que deve ser amada: e assim, ambas desejam deixar-se amar; por isso, acontecem, especialmente no casamento, tantas cenas semi-cómicas e meio-absurdas" .Nietzsche, Mulher e Criança
quarta-feira, 14 de maio de 2008
O império de Vénus

a Primavera, pintura de Boticelli, de cerca de 1482
A composição representa o império de Vénus[no centro da imagem], no qual penetram o Amor e a Primavera com a sua abundância de flores.
terça-feira, 13 de maio de 2008
Espíritualidade religiosa

segunda-feira, 12 de maio de 2008
A crença na inspiração.

"Os artistas têm interesse em que se acredite nas intuições súbitas, nas repentinas inspirações: como se a ideia de obra de arte, poema, intuição central de uma filosofia, caísse do céu como um raio da graça divina. Na realidade a imaginação do bom artista ou do bom pensador produz constantemente o bom, o medíocre e o mau, mas o seu juízo, extremamente arguto e exercitado, rejeita, escolhe, combina; Podemos dar conta, pelos cadernos de Beethoven, que ele compôs pouco a pouco as suas magníficas melodias a partir de esboços múltiplos. O que discerne com menos severidade e se abandona voluntáriamente à memória reprodutiva poderá em certas condições tornar-se um grande improvisador: mas a improviação artística situa-se a um nível muito inferior em comparação com as ideias do arte escolhidas seriamente e de modo árduo. Todos os grandes artistas são trabalhadores infatigáveis, não apenas a inventar mas sobretudo a rejeitar, a passar pelo crivo, a modificar, a arranjar." Nietzsche, Da Alma dos Artistas e dos Escritores
domingo, 11 de maio de 2008
Enquanto

Enquanto houver um homem caído de bruços no passeio
e um sargento que lhe volta o corpo com a ponta do pé
para ver como é;
enquanto o sangue gorgulejar das artérias abertas
e correr pelos interstícios das pedras,
pressuroso e vivo como vermelhas minhocas despertas;
enquanto as crianças de olhos lívidos e redondos como luas,
orfãs de pais e de mães,
andarem acossadas pelas ruas
como matilhas de cães;
enquanto as aves tiverem de interromper o seu canto
com o coraçãozinho débil a saltar-lhes do peito fremente,
num silêncio de espanto
rasgado pelo grito da sereia estridente;
enquanto o grande pássaro de fogo e alumínio
cobrir o mundo com a sombra escaldante das suas asas
amassando na mesma lama de extermínio
os ossos dos homens e as traves das suas casas;
enquanto tudo isto acontecer, e o mais que não se pode dizer por ser verdade,
enquanto for preciso lutar até ao desespero da agonia,
o poeta escreverá com alcatrão nos muros da cidade:
ABAIXO O MISTÉRIO DA POESIA
António Gedeão, OBRA POÉTICA
sábado, 10 de maio de 2008
O excesso de história é hostil à vida?
Que percepção luminosa e colorida da vida na natureza!Tenha agora a gentileza de ler o texto...olhe os contrastes!
"A saturação de uma época pela história parece-me hostil à vida, de cinco maneiras. Um tal excesso faz crescer o contraste entre o ser interior e o ser exterior, enfraquecendo a personalidade; o excesso faz nascer numa época também a ilusão de que possui a virtude mais rara- a justiça- mais do que qualquer outra época; o excesso enfraquece os instintos do povo e impede os indivíduos tal como a totalidade de atingirem a maturidade; o excesso implanta a crença sempre nociva à velhice da espécie humana de que somos seres tardios, simples epígonos. O excesso dos estudos históricos desenvolve numa época um estado de espírito perigoso, a ironia sobre si própria , e este estado de espírito mais perigoso ainda, o cinismo; e assim essa época encaminha-se rapidamente para uma prática sábia mas egoísta que acaba por paralisar a sua força vital e destruí-la."Nietzsche, Acerca da Utilidade da História para a Vida.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Tudo o que existe faz falta?
E que preciosidades os livros, em belo plano com a jarra! quinta-feira, 8 de maio de 2008
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Poema do livre arbítrio
Porque escolher o bem é escolher fatalmente o bem,
segunda-feira, 5 de maio de 2008
A história é a dança da vida!

Nietzsche, Acerca da Utilidade da História para a Vida
